DENNIS
Franzi a testa ao atender a ligação dela.
— Por que...
— Onde está Amie, Dennis? Onde ela está? — Ela perguntou, frenética, emendando logo que Amie estava prestes a ser sequestrada.
— O quê? — Larguei a panela que estava segurando no balcão. — Espera, calma aí! Minha Amie? Quando?
— Agora, Dennis. Agora. As tire do perigo. Onde ela está?
— Elas... Quer saber? Te ligo de volta. — Interrompi, encerrando a chamada rapidamente e discando para Ana.
Comecei a andar de um lado para o outro na cozinha, uma mão no quadril, a outra segurando o celular no ouvido, enquanto esperava ela atender.
— Dennis? Quer que a gente compre alguma coisa?
— Amor. — Suspirei assim que ela atendeu, aliviado por saber que, pelo menos, ela estava bem.
Amie também estaria bem, pensei, mas ainda assim perguntei: — Onde vocês estão? Estão voltando? Amie está aí com você?
Ela tinha levado Amie às compras para a distrair depois da nossa briga. Amie adorava fazer compras, e Ana achou que isso ajudaria a melhorar o humor da menina e, ao mesmo tempo, repor o que faltava em casa. Eu fiquei para trás e decidi preparar o jantar.
— Dennis. — Ela repetiu, e percebi que estava distraída.
— Com licença. — Ouvi-a dizer. — Quando isso será substituído?
Houve uma pausa enquanto esperava uma resposta. Como estava no viva-voz, não consegui ouvir o que diziam.
— Tudo bem, obrigada. — Ela respondeu. Chamei seu nome de novo.
— Ana? Onde você está?
— Me desculpe, amor. Estava apenas perguntando quando…
— Certo, diga onde você está agora. Já está voltando pra casa? — Apertei com força o encosto da cadeira, tentando manter a calma.
— Ainda não estamos voltando. — Respondeu ela. — Ainda estou fazendo compras com a Amie no…
— O que você disse? Onde está Amie? — Perguntei, enquanto a ligação começava a falhar.
— Ela está bem aqui... — A voz dela foi sumindo. Ouvi-a chamando:
— Amie? Amie!
Meu coração disparou.
— O que aconteceu? Onde está Amie?
— Acho que… — A ligação cortou.
— Ana! Ana, você está aí?
— Dennis? Você pode… — A voz dela falhou de novo.
— Ana? — Chamei de novo, arrancando o avental. O joguei sobre o balcão, desliguei o fogão e corri até o quarto. — O que aconteceu?
— Acho que ela saiu andando para algum lugar. Estou procurando…
— Droga! — Murmurei, enquanto pegava minhas chaves na penteadeira. — Estou indo aí.
***
ANASTASIA
— Tá bom, Amie. Você é muito fofa, mas o Justin ainda não pode comer balas.
Ela fez um biquinho e tirou as mãos das balas que tinha pego para o Justin.
— Até quando?
Balancei a cabeça.
— Talvez daqui a dois anos.
— Isso não é justo! — Choramingou. — Então ele também não pode tomar sorvete?
Eu ri.
— Não, querida. Ele só pode tomar leite por enquanto, e nem todo leite. — Expliquei enquanto empurrava o carrinho, seguindo para outro corredor.

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