SEIS MESES DEPOIS.
Peguei as chaves do carro enquanto falava ao telefone, preso entre o ombro e a orelha:
— Diga ao piloto para desacelerar, ainda estou em casa.
Grace riu.
— Por que eu não passo o telefone para o piloto e você fala com ele, sua boba?
Soltei uma gargalhada, quase deixando o celular escorregar do meu ombro.
— Sua pestinha! Espero que não seja só a sua língua que tenha ficado mais afiada durante essa viagem.
— Venha me buscar e você descobrirá. — Ela fez uma pausa do outro lado da linha.
Mas eu conseguia ouvir vozes abafadas de pessoas ao fundo e uma voz um pouco mais clara dando instruções com suavidade. Devia ser a comissária de bordo.
— Por favor, desliguem seus celulares e guardem seus pertences, pois pousaremos em alguns minutos.
— Ok, tenho que desligar. — Disse Grace finalmente. — Estamos prestes a pousar. — Então, com uma voz grave e forçada, ela rosnou:
— Não me faça esperar, Sydney!
— Sim, senhora. — Respondi, mesmo sabendo que a linha já tinha sido cortada.
Guardei tudo que poderia precisar na bolsa, saí de casa e, depois de trancar as portas, fui até o carro. Liguei o motor e segui em direção ao aeroporto para buscar minha amiga, que estava retornando de sua longa viagem a Paris.
Após muitas deliberações, eu, Grace e os recém-nomeados membros do conselho decidimos que seria melhor se um dos funcionários da empresa pesquisasse sobre moda masculina, aprendesse sobre o assunto e o incorporasse ao negócio. Depois do infeliz incidente com aquele fornecedor falso de roupas masculinas, Bran, não queríamos correr o mesmo risco novamente.
Grace riu e ergueu o queixo ainda mais.
— Vamos, me adore. Quando nossa linha de moda masculina for lançada, meu valor vai disparar!
Segurei o riso e dei um passo para trás, decidindo entrar na brincadeira:
— Sim, sim, por favor, minha rainha, leve-me ao seu sucesso.
Então, fingi colocar uma coroa invisível em sua cabeça. Para o divertimento de vários transeuntes ao redor, Grace se curvou levemente e deixou que eu colocasse a coroa imaginária.
Quando ela voltou à sua altura normal, explodimos em gargalhadas, e o som alto ecoou pelo terminal do aeroporto.
Segurei a barriga, tentando recuperar o fôlego, e observei atentamente o rosto dela. Ela estava diferente. Um diferente bom... um diferente feliz. Seus olhos brilhavam com alegria e contentamento, completamente livres da dor emocional que ela havia sentido seis meses atrás. Ela irradiava uma aura deslumbrante, misturada com uma poderosa presença de autoridade que parecia envolvê-la por completo.

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