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Bilionário, Vamos Nos Divorciar romance Capítulo 94

Ele me perguntou sobre o assunto e foi quando descobri que realmente gostava de design de joias. Então, ele me trouxe mais livros relacionados ao tema.

Com o passar dos anos, enquanto amadurecíamos, Lucas se transformou em um jovem inteligente, e eu comecei a vê-lo como mais do que apenas um amigo. Sem perceber, comecei a me preocupar com a minha aparência sempre que sabia que o encontraria. Todos os dias, eu ansiava por vê-lo e passar um tempo ao seu lado.

Quando completei dezesseis anos, tive certeza de que estava apaixonada por ele. E ele também parecia sentir algo por mim - só não sabia o quanto. Aos dezessete, Lucas e eu compartilhamos nosso primeiro beijo. Aconteceu debaixo da estante cheia dos livros sobre design de joias que ele havia me dado ao longo dos anos.

Fomos um casal feliz por um tempo, até que a saúde de Lucas começou a se deteriorar. Ele desmaiava com frequência, e eu passei a vê-lo cada vez menos. A cada dia, o tempo que compartilhávamos começou a diminuir.

Sempre que ele era levado às pressas para o hospital, eu ia visitá-lo. No instante em que ele recobrava a consciência e seus olhos pousavam em mim, ele sorria e dizia sempre as mesmas palavras:

— Está tudo bem.

Eu sempre assentia, mas sabia que não estava tudo bem. Meu coração doía por ele e eu me sentia impotente porque não havia nada que eu pudesse fazer para ajudar ou aliviar sua dor.

Certo dia, ele desmaiou novamente e foi levado ao hospital pela enésima vez naquela mesma semana. Os cuidadores de Lucas impediram qualquer pessoa de vê-lo - seus pais estavam atrasados, descobri mais tarde. Por mais que implorasse e chorasse, os seguranças não permitiram que eu me aproximasse.

Voltei para o orfanato aos prantos. No dia seguinte, fui informada de que alguém estava me procurando. Era uma das empregadas dele. Com um sorriso sombrio, ela me entregou uma pequena caixa e informou:

— Ele deixou isso.

Eu apenas surtei.

— O que você quer dizer com "ele deixou isso"? Onde está o Lucas?!

Enquanto observava os traços de Lucas naquele momento, as memórias me atingiram como ondas, e senti um nó na garganta. Os cachos do cabelo que eu adorava entrelaçar com os dedos haviam desaparecido. Ele estava másculo e bonito, mas, por trás de todas as mudanças que os anos trouxeram, ainda podia ver o Lucas que eu amava e com quem cresci.

Para encontrar paz comigo mesma, presumi que ele havia morrido. E, no entanto, ali estava ele, em carne e osso.

— Lucas... — Minha garganta apertou, e minha voz saiu embargada de emoção.

— Sydney.

Ouvir sua voz novamente, exatamente como eu me lembrava, libertou as lágrimas contidas. Elas deslizaram pelo meu rosto enquanto eu corria em sua direção e o abraçava com força. Seus braços se fecharam ao meu redor instantaneamente.

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