Ao ver o fogo consumir os papéis, Aurora abraçou o marido e começou a chorar discretamente. Não era tristeza, era alívio. Alívio por perceber que, após tantos anos, as coisas finalmente se resolveram por completo.
— Vamos nos arrumar. A festa da Eloá começa em breve — disse Noah, no momento em que as cinzas começaram a ser levadas pelo vento.
— Claro, vamos sim. Hoje é dia de festa. Temos que comemorar com alegria.
Enquanto caminhavam em direção à casa, Noah parou de repente e levou a mão à cabeça.
— Eita!
— O que foi, filho? — perguntou Aurora, preocupada.
— Com tudo o que aconteceu, esquecemos de buscar o bolo da Eloá — ele explicou.
— Meu Deus, é mesmo! — exclamou Aurora, alarmada.
— Vou tomar um banho rápido e ir até a capital buscar.
— Não precisa dessa correria — interveio Oliver. — Podemos pedir aos avós dela que tragam. Eles estão vindo de lá. Vou ligar para a Cora e pedir esse favor.
Pegando o telefone, Oliver fez a ligação rapidamente. Ao desligar, se virou para os dois e anunciou:
— Pronto, tudo resolvido.
Cerca de uma hora e meia depois, todos da casa da família Caetano estavam reunidos na residência dos Taylor.
A decoração da festa de aniversário de Eloá estava impecável. Flores brancas enfeitavam o espaço, celebrando seus 17 anos com delicadeza e elegância.
Os convidados foram chegando aos poucos e, em pouco tempo, o jardim da casa estava repleto de pessoas. Em uma mesa mais afastada, Noah se sentou, observando todos ao redor. Apesar da felicidade, ainda se sentia envergonhado por quase estragar tudo com um de seus caprichos.
— Em que está pensando? — Elisa se aproximou e colocou a mão em seu ombro.
— Estou pensando em como fui idiota por não perceber que já tenho a família perfeita ao meu lado — confessou.
Elisa se sentou ao lado dele e passou a mão carinhosamente em seu rosto.
— Noah, você percebeu a tempo. Não se preocupe com isso. Foram apenas alguns dias difíceis, que logo serão esquecidos.
— Você acha?
— Eu tenho certeza.
— Você não me acha um idiota?
— Nem um pouco — respondeu, puxando a cadeira para mais perto. — Eu te acho o homem mais lindo e inteligente do mundo. E acho que é por isso que sempre fui apaixonada por você.
A declaração o pegou de surpresa, mas ele sabia que Elisa sempre foi assim, verdadeira, direta, sincera.
— Que sorte a minha de você ter se apaixonado por mim.
— Está enganado — ela rebateu com um sorriso. — A sorte foi toda minha por ser correspondida.
Tocado pelas palavras, Noah se inclinou para beijá-la, mas foi interrompido por uma mão grande cobrindo sua boca.
— Vai com calma aí, garanhão.
A voz de Saulo quebrou completamente o clima. Elisa protestou na mesma hora:
— Por que diabos estamos falando de netos? — protestou, com a voz trêmula. — Vocês começaram a namorar agora. Não estão pensando em casamento, né? Elisa, você precisa terminar a faculdade!
— Eu sei, pai. Não se preocupe. Mas o senhor sabe que, para ter filhos, não precisa casar, né? — provocou de novo, rindo.
Dessa vez, Saulo levou a mão à cabeça, sentindo a pulsação aumentar.
— Que história é essa, hein? — perguntou, fazendo uma careta que não passou despercebida pelos dois. Eles riram.
— Eu não estou gostando do rumo dessa conversa, Elisa. É melhor você se comportar, ou vai acabar de castigo!
— É só uma brincadeira, pai — respondeu, ainda sorrindo.
— Brincadeira ou não, está decidido. A partir de agora, estão proibidos de sair sozinhos. Podem namorar, eu não vou impedir… mas com regras.
Percebendo que Elisa iria protestar mais uma vez, Noah segurou sua mão com delicadeza e fez um leve sinal com a cabeça, pedindo silenciosamente para que ela não insistisse.
— Tudo bem — disse ele, com calma. — A gente entende a sua preocupação, sogro. Mas o senhor também precisa confiar em nós.
— Eu confio — rebateu Saulo, cruzando os braços. — Mas já fui jovem, meus queridos… e sei muito bem como funcionam os hormônios da juventude.
— Pai! — Elisa protestou, corando de leve.
— Segunda regra — continuou Saulo, ignorando a reação da filha. — Você vai ficar na casa dos seus avós durante a semana, para estudar. E não vão se ver nesse período. Quando vier para cá no fim de semana, poderão se ver, mas apenas lá em casa, no sofá da sala… sob supervisão.
— Ai, pai… para com essa história — murmurou, já frustrada.
— Ou é assim… ou podem esquecer esse namoro! — declarou Saulo, com firmeza, deixando claro que ele não estava blefando.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...