Enquanto aproveitavam a água do mar, Elisa enlaçou as pernas em volta da cintura de Noah. Ele a segurou firme pela cintura, com os olhos fixos nos dela, como se o mundo todo tivesse desaparecido ao redor. Beijou-a com calma, depois percorreu o pescoço dela com beijos leves, quase como uma prece silenciosa.
— O Henri achou que a gente estava avançando mais uma etapa no relacionamento — comentou Elisa, entre risos, enquanto ainda sentia o toque suave dos lábios dele na sua pele.
— Eu sei — respondeu ele, sorrindo com diversão. — Só de imaginar a cena… Já pensou se fosse o seu pai abrindo aquela porta?
— Ele te mataria — disse ela, sem pensar duas vezes.
— Tem razão… ele me mataria mesmo — concordou Noah, com um olhar provocador. — Mas quer saber? Valeria a pena. Morrer por você seria um fim glorioso.
Elisa riu, tocando o rosto dele com carinho.
— Só promete não morrer. Eu ainda quero você por perto por muito tempo.
— Prometo. Até o fim dos meus dias… mas de preferência, bem longe do seu pai.
Ambos riram, deixando que o momento voltasse à leveza que só o amor correspondido traz.
— Acho que sou o homem mais feliz do mundo — murmurou ele, entre um beijo e outro.
— E eu sou a mulher — respondeu ela, sorrindo. — Sabe do que eu me sinto parte? De um paraíso. Como se a gente fosse Adão e Eva… antes da bagunça.
Noah riu com o comentário e a puxou mais para perto.
— Então vamos prometer não morder nenhuma maçã — disse, bem-humorado.
— Só se for uma mordida no seu pescoço — ela brincou, rindo entre os lábios colados aos dele.
Mas o olhar dele se desviou por um momento. Na areia, viu Eloá passando protetor solar nas costas de Henri. Observou a cena com atenção e soltou, num tom divertido:
— E aqueles dois ali… são o quê nesse Éden?
Elisa acompanhou o olhar e sorriu.
— Eu não sei… — murmurou, observando ao longe. — Acho que eles não fazem parte do nosso paraíso.
— O Henri está no modo silencioso habitual, mas a Eloá… está diferente. Quietinha demais. Parece incomodada com alguma coisa.
— Talvez esteja mesmo — comentou Elisa, sem dar muito espaço.
— Você sabe o que é?
— Não… deve ser algo bem pessoal dela — respondeu, desviando o olhar. Sabia que a irmã não a perdoaria se quebrasse a confiança que haviam construído. O segredo que Eloá lhe confiou era só delas e ela não pretendia trair isso.
Alguns minutos depois, Henri entrou no mar. Mergulhou um pouco mais afastado do casal. Eloá permaneceu na espreguiçadeira, observando a paisagem por um momento antes de abrir o livro que trazia consigo. Ela adorava romances. Se não podia viver um de verdade, pelo menos se permitia sonhar com histórias inventadas.
[…]
Quando a fome apertou, Noah sugeriu:
— Que tal almoçarmos todos juntos?
— Podem ir. Eu vou pedir alguma coisa e comer por aqui mesmo — respondeu Eloá, preferindo dar um pouco de privacidade ao casal.
— Se ela não vai, eu também não vou — disse Henri, levantando-se. — Não quero parecer que estou segurando vela.
Em seguida, ela fechou a porta com força, fazendo o estrondo ecoar pelo corredor silencioso da casa.
As horas foram passando, e a fome apertava cada vez mais, mas ela se recusava a sair do quarto. Não queria ver Henri. E, naquele ponto, muito menos a “amiguinha” que ele com certeza já havia trazido.
— Idiota — murmurou para si mesma, apertando o travesseiro contra o peito.
Ele havia dito que ela viria à noite, mas se adiantou. Será que sou tão insignificante assim para ele? Nem respeitar minha presença nessa casa ele consegue?
O estômago roncava alto, protestando, mas ela insistia em resistir. Só que o corpo tem seus limites e, quando sentiu a tontura ameaçando vir, percebeu que não podia esperar mais.
Contrariada, levantou-se e saiu do quarto, caminhando devagar em direção à cozinha. Mas, ao se aproximar da sala, o que viu fez seu coração despencar.
Uma garota, que parecia ter mais ou menos sua idade, estava sentada no colo de Henri, rindo de algo que ele dizia ao pé do ouvido. O braço dele estava solto ao redor da cintura da menina, como se aquele gesto fosse natural. Como se já houvesse intimidade demais entre eles.
A dor veio como uma pancada. Toda a fome desapareceu, substituída por uma decepção que parecia rasgar por dentro. O que antes era mágoa virou um nó na garganta.
Se escutar Henri ao telefone já havia sido doloroso, ver aquela cena… era devastador.
Tentou dar meia-volta discretamente, mas, no impulso, acabou esbarrando no aparador do corredor. Um porta-retrato caiu ao chão e o vidro se trincou com um estalo seco.
— Droga… — murmurou, recuando, ofegante.
Logo em seguida, ouviu a voz que menos queria escutar naquele momento.
— Eloá? Você está bem?
Ela fechou os olhos por um instante, segurando o choro. Agora não. Por favor, agora não…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...