Assim que entrou de volta no quarto, Eloá encontrou a irmã já pronta, vestida com sua roupa de praia e o sorriso largo no rosto.
— Onde você estava? — perguntou Elisa, animada.
— Fui beber água — respondeu, com o olhar distante, sem emoção na voz.
Tomada pela empolgação daquele dia, Elisa não percebeu o desapontamento escondido no rosto da irmã.
— Vai trocar de roupa! Aposto que a água do mar está uma delícia.
— Já vou — respondeu, entrando no banheiro.
Assim que fechou a porta, girou a chave e encostou-se contra a madeira. E então desabou. Silenciosamente, deixou que as lágrimas corressem, abafando o choro com as mãos.
Sabendo que a irmã poderia demorar um pouco, Elisa saiu do quarto e foi até o de Noah. Bateu uma única vez antes de abrir a porta e deu de cara com ele vestido apenas de sunga.
Mesmo já tendo o visto assim outras vezes, naquele instante algo dentro dela pareceu diferente. Noah estava de costas, mas ao se virar, o olhar dele cruzou o dela. Alto, de corpo atlético, barba rala, sempre bem aparada… havia algo no jeito dele que o fazia parecer mais maduro do que realmente era, o que, para ela, só aumentava seu charme.
Percebendo o olhar da namorada, Noah pegou rapidamente o short que estava sobre a cama e o vestiu.
— Pode entrar, Elisa.
Ela entrou sem dizer nada, fechou a porta atrás de si e caminhou até ele. Seus olhos diziam tudo. Sem hesitar, o beijou com intensidade. Por tanto tempo, havia se contentado em amá-lo em silêncio… agora, podia finalmente viver aquele amor, sem esconder nada.
— Esperei tanto por esse dia — sussurrou, abraçando-o com força depois do beijo.
Noah sorriu, apertando-a contra o peito.
— Você não faz ideia do quanto me deixa feliz, Elisa.
— Eu digo o mesmo, Noah. Sempre. Você é tudo o que idealizei na minha vida — respondeu ela, com os olhos brilhando.
Mais uma vez, Elisa colou seus lábios nos dele, deixando claro o quanto amava aqueles lábios. Ao mesmo tempo, colou seu corpo ao dele, como quem queria fundir seus sentimentos em um só gesto. Estava entregue. Por completo.
— Agora que estamos juntos… eu não quero mais perder um segundo ao seu lado — sussurrou, enquanto o empurrava delicadamente para cima da cama.
O gesto inesperado o pegou tão de surpresa, que Noah não teve nem tempo de reagir, pois logo ela se acomodou sobre ele, com um sorriso apaixonado e decidido.
— Eu amo você, Noah. Te amo com todo o meu coração — murmurou entre beijos suaves e intensos.
Sentindo o corpo dela contra o seu, Noah a apertou com mais força, como se quisesse protegê-la e, ao mesmo tempo, nunca mais soltá-la.
— Não mais do que eu, linda… não mais.
Instintivamente, a mão dele deslizou pelo corpo da namorada, num toque mais intenso. O momento, que era só deles, foi interrompido abruptamente pela porta se abrindo de vez.
Henri apareceu, deu de cara com a cena e fechou a porta rapidamente, falando já do lado de fora:
— Foi mal! Não vi nada! Podem continuar!
— Espera, Henri! — disse Elisa, se levantando rapidamente e correndo atrás do cunhado, que já estava quase no fim do corredor.
— Não está acontecendo nada! Pode voltar, sério! — disse, sem esconder o constrangimento.
Desconversando, Henri mudou de assunto.
— Já estou pronto. Só queria saber se vocês vão demorar.
— Estamos esperando a Eloá — respondeu, ajeitando o cabelo e tentando recuperar a naturalidade.
— Já estou aqui — disse Eloá, aparecendo no topo da escada.
Elisa a encarou e caiu na risada ao notar que a irmã ainda usava a mesma roupa de mais cedo.
— Não sei… Desde que saímos da fazenda, você parece diferente. Está mais quieta, mais séria.
— É que cansei de parecer uma palhaça na frente dos outros — disse, deixando escapar mais do que pretendia.
Ele se virou completamente, fazendo com que ela interrompesse o que estava fazendo.
— Por que está dizendo isso, Eloá?
— Porque eu percebi que não sou levada a sério. E está tudo bem… — disse, tentando soar madura. — Agora que tenho 17 anos, acho que devo me comportar com mais seriedade, parar de rir de tudo. Levar a vida de outro jeito.
— Você não precisa mudar o seu jeito devido à idade. Você é maravilhosa do jeito que é.
Um elogio.
Eloá acabava de ouvir um elogio de Henri. Da boca dele. Mas, para sua própria surpresa… aquilo não causou o impacto que ela sempre imaginou que causaria.
Sem responder, desviou o olhar.
— Vira de volta, ou não vou conseguir terminar de passar o protetor — disse, ignorando o que ele acabou de ouvir.
Henri obedeceu, virando-se de novo. Ela continuou o que estava fazendo, mantendo o silêncio.
Enquanto passava o creme, percebeu que ele observava o casal à sua frente, sorrindo discretamente.
— Parece que os dois estão como sempre sonharam — comentou ele.
— Sim… que bom que, pelo menos, a Elisa é feliz com o Noah — respondeu Eloá, tentando parecer indiferente, mas sem conseguir esconder o nó que começava a se formar de novo em sua garganta.
Henri ficou em silêncio, mas seu olhar se manteve fixo no mar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...