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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 190

— O que será que essa mulher quer? — Elisa perguntou, sentindo o nervosismo crescer no peito.

— Eu não sei — respondeu Noah, sem tirar os olhos da tela do celular.

— Você não vai atender, vai? — ela insistiu, preocupada com o rumo que aquela ligação poderia tomar.

— O que você acha? — Ele rebateu, olhando para ela com um misto de dúvida e nervosismo.

— Eu acho que não devia — disse Elisa, firme. — Seja lá o que ela queira, não é mais problema seu, Noah.

Ele assentiu, hesitante, e apertou o botão para recusar a chamada. Mas antes que pudesse guardar o aparelho, o telefone voltou a tocar. A mesma pessoa. De novo.

— Deve estar acontecendo alguma coisa — murmurou. — Preciso atender.

E, contra o que sua razão dizia, apertou o botão verde.

— Dona Marta?

— Noah, querido! Que bom que você atendeu! Já estava ficando desesperada. A Luana está aí com você?

— Como assim? — Ele franziu o cenho.

— Estou ligando para ela desde ontem e ela não me atende. Já faz mais de 24 horas que não tenho contato nenhum com a minha filha. Você sabe de algo?

— Dona Marta, a Luana foi embora, ela embarcou ontem mesmo. Eu a deixei no aeroporto e vi quando ela entrou no avião.

— Mas… ela não chegou aqui, filho — disse Marta, com a voz já cortada de preocupação. — Você tem certeza disso?

— Absoluta. Ela estava com a passagem em mãos, despachou a mala e embarcou sem olhar para trás. Dona Marta, eu juro que não sei o que pode ter acontecido.

— O que aconteceu aí? Ela deveria ficar por mais alguns dias, não era?

Um silêncio tenso se seguiu. Elisa, do outro lado da sala, observava tudo com o coração apertado, enquanto Noah fazia um sinal com a mão, pedindo licença.

— Eu já volto — murmurou para ela, saindo da cozinha em direção ao escritório.

Assim que se fechou no cômodo, voltou à ligação.

— Sim, era para ela ficar por mais três dias, mas as coisas ficaram bem tensas entre nós, e por isso achei melhor mandá-la de volta imediatamente.

— Meu Deus — choramingou a mulher. — Como eu deixei isso acontecer? Como deixei ela sair daquele jeito? Estou me culpando tanto, Noah. Ela devia estar aqui! Ela sempre avisa quando chega, sempre…

— A culpa não é sua, dona Marta — ele disse. — As coisas fugiram do controle. A senhora foi muito boa comigo, me acolheu como família. E eu sou realmente grato por ter te conhecido. A senhora foi a única parte boa de tudo isso.

— Claro que é, Elisa! — ele retrucou, tenso. — Fui eu quem a trouxe para cá, era minha responsabilidade levá-la de volta.

— E quem garante que isso não é só mais um drama? Ela pode estar fazendo isso para chamar sua atenção. E se for um jogo? E se essas pessoas estiverem tentando armar alguma coisa contra você?

— Eu não confiaria nela, você sabe disso — respondeu Noah. — Mas a mãe dela… Dona Marta não parece o tipo de pessoa que mentiria. Ela estava genuinamente desesperada. Se a Luana sumiu mesmo… ela vai me culpar pelo resto da vida. E com razão.

— Então, o que você vai fazer?

— Vou até o aeroporto — disse, decidido. — Eu vi com os meus próprios olhos quando ela embarcou naquele avião. Preciso saber o que aconteceu quando ela desceu.

— Eu vou com você — Elisa declarou, sem hesitar.

Noah a encarou, surpreso com a firmeza no olhar da namorada.

— Tem certeza?

— Tenho. Se você vai enfrentar isso, eu vou estar do seu lado.

Ele assentiu em silêncio, segurou a mão da namorada e saiu da casa em direção ao aeroporto, na esperança de que conseguiria alguma informação sobre o paradeiro da prima.

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