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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 191

Quando chegaram ao aeroporto, Noah e Elisa foram direto para o balcão de informações da companhia aérea, em busca de qualquer notícia sobre Luana.

O atendente, ao ouvir o relato, se mostrou solícito e atencioso.

— Sim, senhor, temos o registro de que ela embarcou normalmente no voo saindo daqui — informou, digitando no sistema. — No entanto… — ele franziu o cenho, analisando os dados com mais cuidado. — O voo dela tinha uma conexão em São Paulo, e... bem, pelo que consta aqui, ela não embarcou no segundo trecho da viagem.

A informação caiu como um balde de água fria sobre o casal.

— Como assim ela não embarcou? — Noah perguntou, sentindo a preocupação subir como uma maré dentro do peito.

— Não temos detalhes do motivo, apenas que a passagem não foi validada no portão de embarque seguinte — explicou o atendente. — Pode ter havido um atraso, ela pode ter se perdido… ou outra situação que a impediu de seguir viagem.

Elisa olhou para Noah, com o rosto sério.

— Será que podemos ver as filmagens? — perguntou, tentando conter a aflição.

— Vou comunicar o setor de segurança agora mesmo — respondeu o atendente, pegando o telefone. — Mas pode levar algum tempo até termos acesso às imagens.

— Nós vamos esperar — disse Noah, firme. — O tempo que for necessário.

O atendente assentiu e se afastou para fazer os contatos.

Enquanto isso, os dois se sentaram em um dos bancos próximos, lado a lado, envoltos por um silêncio pesado.

Elisa entrelaçou os dedos aos de Noah e encostou a cabeça em seu ombro. Ambos estavam tomados por uma grande angústia. O tempo parecia não passar. Cada minuto sem resposta era como uma eternidade.

— O que será que aconteceu com ela? — sussurrou Elisa, mais para si do que para ele.

— Eu não sei… — Noah respondeu, com os olhos fixos no saguão, como se buscasse, entre os rostos anônimos, alguma resposta. — Mas preciso descobrir. Nem que eu tenha que vasculhar cada canto desse aeroporto.

— Será que ela está só tentando chamar a atenção? — Elisa perguntou, com o cenho franzido, inquieta.

Noah respirou fundo.

— Eu não sei… — murmurou. — Mas, se for isso, ela está deixando a mãe dela desesperada. Eu ouvi o desespero na voz da dona Marta, Elisa. Era genuíno.

— Tem certeza mesmo de que essa senhora está falando a verdade? — ela insistiu, virando-se para encará-lo. — E se ela e a filha estiverem tramando alguma coisa? Uma espécie de armadilha emocional?

— Eu não acredito que a dona Marta seja capaz disso. Ela é completamente diferente da Luana — respondeu, passando a mão pelo rosto, visivelmente cansado. — Aquela mulher foi sincera comigo desde o primeiro momento. Agora, sabendo que a Luana não embarcou no segundo voo, algo não está certo. Isso vai além de birra ou drama.

— Ainda assim… — Elisa apertou os lábios, contrariada. — Isso não devia ser problema seu.

— Mas é, Elisa! — ele se virou, encarando-a. — Eu fui até a cidade dela. Fui eu quem trouxe a Luana para cá, fui eu quem mexeu com a vida dela e da mãe dela. Eu devia ter me assegurado de levá-la de volta em segurança. Mas não… eu estava tão irritado, tão magoado com tudo, que só queria vê-la bem longe de mim.

Noah hesitou por alguns segundos antes de responder:

— Não… pelo menos por enquanto. Eu não quero envolver a minha família nisso, ainda mais sendo algo que começou por minha causa.

— Eu sei que você se sente culpado por tudo isso… — disse ela, tentando aliviar a tensão. — Mas se algo sério acontecer, você vai precisar contar. Especialmente ao seu pai. Tenho certeza de que ele saberia o que fazer.

— Tudo bem… — concordou Noah, respirando fundo. — Mas primeiro, vamos tentar resolver isso por conta própria. Só nós dois, OK?

— Ok.

O tempo parecia se arrastar. Duas horas se passaram em silêncio até que o atendente retornou com um semblante mais animado.

— Boas notícias! — anunciou, parando diante deles. — Conseguimos acessar as imagens das câmeras de segurança do aeroporto de São Paulo.

— Sério? — Noah se levantou de imediato, sentindo um fio de esperança se acender.

— Sim. Vocês podem seguir por aquele corredor — disse o atendente, apontando com a mão. — A última porta à direita é a sala da segurança. Lá, eles vão mostrar o que conseguiram. Espero que essas imagens ajudem de alguma forma.

— Muito obrigado — disse Noah, apertando a mão de Elisa com força e puxando-a em direção ao corredor.

— Que isso nos ajude a descobrir onde ela está… — murmurou, apressando o passo, com o coração acelerado e a cabeça cheia de perguntas.

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