Ao se aproximar da casa de Oliver, Saulo desceu do veículo com tanta pressa que nem se deu ao trabalho de estacionar direito. Deixou o veículo atravessado na entrada e foi direto até a porta da frente, batendo com força. Como ninguém atendeu de imediato, deu a volta na casa, notando que a porta da cozinha estava apenas encostada e entrou sem cerimônia.
— Tio Saulo? — chamou Alice, surpresa ao vê-lo surgir repentinamente.
— Onde está o Noah? — perguntou com os olhos estreitos e a voz impaciente.
— Acho que no quarto dele… Por quê? Aconteceu alguma coisa?
— Ainda não — respondeu seco. — Mas vai acontecer.
E saiu dali em passos largos, determinado.
Assustada com o semblante tenso do tio, Alice percebeu que havia algo muito errado. Sem perder tempo, correu em direção ao galpão, onde a irmã e Oliver se preparavam para um passeio a cavalo. Chegou ofegante, interrompendo o momento com urgência.
— Aurora! É melhor vocês voltarem para casa.
— Por quê? O que houve? — Aurora perguntou, já descendo do cavalo.
— O tio Saulo entrou pela cozinha com uma expressão de dar medo, dizendo que precisava falar com o Noah. Perguntei o que era, mas ele não respondeu. Foi direto para o quarto.
— Ah, não… — Oliver murmurou, já prevendo confusão. — Vamos lá ver o que está acontecendo.
Enquanto isso, Saulo já alcançava a porta do quarto do genro. Nem se deu ao trabalho de bater. Escancarou a porta de uma vez, assustando Noah, que estava deitado na cama, apenas de cueca, lendo algo no celular.
— Sogro? O que houve? — perguntou ele, erguendo-se num susto.
Mas a resposta não veio em palavras, e sim em ação. Saulo o encarou por um instante com os olhos em chamas, depois avançou como um touro furioso.
— Eu devia ter arrancado as suas bolas quando você ainda era um moleque! — rugiu, cerrando os punhos.
— O quê? Do que o senhor está falando? — Noah corria dele pelo quarto, tentando se proteger.
— Você teve a audácia de passar por cima das minhas regras, seu moleque! Como ousou tocar na minha princesinha antes do casamento?
— Eu não entendo… — balbuciou, confuso, tentando assimilar.
Mas Saulo não queria explicações. Avançou para segurar Noah, e foi nesse instante que Oliver entrou no quarto e segurou o amigo antes que o golpe fosse desferido.
— Saulo! Você está maluco? O que pensa que está fazendo?
— Me solta! — gritou Saulo, tentando se soltar dos braços de Oliver. — Ele passou dos limites, Oliver! Esse moleque desrespeitou minha filha!
— Que absurdo é esse? — Noah perguntou, ajeitando rapidamente a postura. — Eu nunca faria nada para desrespeitar a Elisa!
— Como ousa falar isso, seu pestinha! — Saulo esbravejou, apontando o dedo no rosto de Noah. — Eu sabia! Sabia que essa sua carinha de bom moço era só disfarce! Um lobo em pele de cordeiro! Um garanhão disfarçado de santinho! Tinha certeza de que você ia me aprontar uma dessas!
— Pelo amor de Deus — Aurora interferiu. — O que você está insinuando que o meu filho fez?
— Ele… — Saulo abriu os braços, ofegante, como se a própria fala lhe custasse oxigênio. — Ele… transou com a minha filha! É isso!
Perplexo com a acusação repentina, Noah arregalou os olhos.
— Sogro, isso é um absurdo! Eu nunca desrespeitei a Elisa, muito menos chegamos a esse ponto que o senhor está falando!
— Ah, claro, agora vem com esse papinho de santo! — retrucou, girando nos calcanhares. — Você acha que engana quem? Eu te conheço desde que nasceu e mesmo naquela época eu já dizia: esse menino vai dar trabalho! E olha aí! Eu estava certo!
— Pai, pelo amor de Deus! — Elisa correu até ele, agarrando seu braço. — De onde você tirou isso?
— De onde eu tirei?! — exclamou, bufando. — Encontrei a prova no lixo do banheiro, Elisa! Logo depois que você saiu de lá!
Sem aviso, puxou a orelha da filha como quando ela era criança.
— Como teve coragem, menina? Como vai cuidar de uma criança se ainda não sabe nem cuidar da própria vida?!
— Ai, pai! Está me machucando! — gritou, tentando se soltar. — Que história é essa de criança?
— Sei que está grávida! Encontrei o teste no lixo! Não minta para mim, sua pestinha!
— Teste de gravidez?! — ela se afastou assustada. — Eu não fiz teste nenhum! Por que faria isso se eu nunca… — ela travou, percebendo que estava prestes a falar demais.
— Meu Deus… — Denise murmurou, levando a mão à boca, perplexa. — Essa confusão toda… é devido a um teste de gravidez?
— Claro que é, morena! — disse ele, agitado. — A Elisa entrou lá e logo depois encontrei o teste! Está tudo bem claro!
— Eu já falei que não fiz teste nenhum! — Elisa rebateu, sentindo o rosto queimar de vergonha. — Esse teste não é meu!
— Ah, não? — Saulo questionou, arqueando a sobrancelha. — Então me diga, mocinha: de quem é esse teste, se não é seu?
Um silêncio tenso se instalou, até que Denise suspirou fundo e soltou:
— É meu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...