Ainda sem acreditar no que estava acontecendo, Noah permaneceu parado, a boca entreaberta, o olhar perdido, como se o cérebro não conseguisse acompanhar o que os olhos estavam vendo.
— Vem logo, amor — disse ela, puxando a sua mão com um sorriso travesso.
Ele se levantou, ainda meio atordoado, como se estivesse em transe.
— Você tem certeza? — ele perguntou, olhando discretamente ao redor, como se temesse que alguém aparecesse de repente.
— Tenho sim — respondeu, se aproximando um pouco mais. — Vamos logo… quero aproveitar a água com você.
Mesmo diante da provocação, ele ainda hesitava. Elisa, impaciente, levou as mãos até a barra da blusa dele e a puxou para cima, tirando-a com facilidade. Depois, deixou os dedos escorregarem até a cintura da calça jeans, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, ele segurou suas mãos com firmeza.
— Não — disse ele, encarando-a com os olhos intensos.
— Noah… você vai entrar na água de calça? — questionou, arqueando uma sobrancelha.
— Vou.
— E depois, quando sairmos? Vai entrar com ela encharcada no seu carro novo?
Ele desviou o olhar por um instante, ponderando. Sabia que ela tinha razão. Suspirou e assentiu com um meio sorriso nervoso.
— É verdade… mas deixa que eu mesmo tiro, tudo bem?
Ele deu um passo para trás, mas mesmo assim Elisa recusou-se a desviar os olhos dele. Seus olhos diziam tudo, ela não queria perder um único detalhe.
Noah sentia o olhar dela como brasas sobre a pele. Respirou fundo e levou as mãos até o botão da calça, desabotoando com calma. Depois, desceu o zíper lentamente, engolindo em seco, ciente de cada movimento, de cada batida acelerada do próprio coração.
Quando a deixou cair até os pés e a afastou, ficou apenas de cueca, hesitante por um segundo antes de encará-la de volta.
O sorriso que ela lhe ofereceu foi tão doce quanto provocante.
— Você é lindo, Noah — murmurou.
Aquelas palavras foram como um empurrão para ele, que respirou fundo e finalmente se aproximou, estendendo a mão para ela. Juntos, caminharam em direção à água. O rio estava calmo, cristalino e refletia o céu azul como um espelho sereno.
Quando entraram, o frio da água os fez rir e o nervosismo foi substituído por cumplicidade. Ela se encolheu com o impacto gelado, então ele a puxou para mais perto, envolvendo-a com os braços.
— Assim fica melhor? — perguntou ele, colando a testa na dela.
— Muito melhor — respondeu, fechando os olhos por um instante. — Acho que os seus braços são o melhor lugar do mundo — sussurrou docemente em seu ouvido.
— Que bom que pense assim… — ele respondeu, colando os lábios na testa dela, deixando um beijo respeitoso. — Porque o que eu mais quero é te ter assim, sempre pertinho de mim.
— Noah… — ela abriu os olhos, buscando os dele com intensidade. — Eu te amo tanto.
Ele sorriu, tocando o seu rosto.
— Noah… — murmurou, quase num protesto. — Noah, olhe para mim! — ela gritou, com a respiração ofegante.
Ele abriu os olhos, relutante, e encarou o rosto dela. Mesmo com o desejo gritando dentro de si, lutava contra a vontade de desviar o olhar.
— Eu não aguento mais esperar — ela confessou. — O meu corpo todo pede por você, dia e noite. Eu quero sentir você… por inteiro.
As palavras bateram nele como um impacto seco, um golpe no peito que desestruturava cada barreira que ele havia construído até ali. Ela era tudo o que ele mais queria. E ainda assim…
Fechando os olhos por um instante, tentou conter o impulso que crescia dentro dele. A vontade de ceder era quase incontrolável. A proximidade dela, a entrega, a vulnerabilidade… Tudo o puxava para um caminho do qual ele talvez não quisesse voltar.
Mas havia um mas. E era justamente esse mas, que o mantinha firme, mesmo que por um fio.
— Elisa… — disse, voltando a encará-la com uma seriedade carregada de ternura. — Eu te desejo mais do que você pode imaginar. Mas não é assim que eu quero que as coisas aconteçam entre nós.
Ela franziu a testa, confusa.
— Então, como você quer que seja?
— Quero que, antes do desejo, venham o amor, o respeito e os nossos limites. Não há por que apressar algo que nós dois sabemos que vai acontecer. Agora, tudo o que eu mais quero é viver o presente com você, sentir a leveza da sua presença e a verdade do que estamos construindo. Quero que conheça os meus sentimentos antes de desvendar o meu corpo.
Ela saltou um suspiro frustrado, mas não disse nada.
— Eu te amo — ele completou. — E é exatamente por isso que eu quero esperar mais um pouco.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...