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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 259

Se voltando para o noivo com um sorriso enorme no rosto, Elisa perguntou, cheia de expectativa:

— E quando a casa vai ficar pronta?

— Bom… ainda não sei ao certo — ele respondeu, coçando a nuca. — Eu já rascunhei um projeto, mas queria te mostrar antes, para ver se você quer mudar alguma coisa.

— Eu não quero mudar nada! — disse rápido, quase interrompendo. — Tenho certeza de que o que você fez está perfeito. Você é ótimo com desenhos, né? E aposto que fez tudo com amor.

Noah sorriu, mas balançou a cabeça.

— Vai ser a nossa casa, Elisa. Quero que você participe de cada detalhe. Quero que ela tenha o seu toque também.

— Então, se quer mesmo um palpite meu… — disse, se aproximando ainda mais. — Comece a construção o quanto antes. Eu quero ver a nossa casa de pé ainda esse ano.

Ele riu ao ver a empolgação dela, mas sabia que precisava ser realista.

— Esse ano já não dá, amor.

— Por que não?

— Porque a casa onde eu quero morar com você tem que ser perfeita. E perfeição leva tempo. Não quero fazer nada com pressa.

Ela fez um pequeno bico de descontentamento, mas logo baixou os olhos para o anel em seu dedo e sorriu de novo.

— Está bem. Afinal… ser noiva já é uma posição bem linda, não acha? — brincou. — Quando alguém me perguntar sobre nós, eu vou dizer: “Sou a noiva do Noah Caetano!” Ah, como isso soa lindo.

Encantado com o entusiasmo dela, Noah a puxou pela cintura.

— Ah, Elisa… queria que você soubesse o quanto eu te amo.

— Eu sei, Noah. Eu sei — respondeu, olhando nos olhos dele. — Você me prova isso todos os dias. Em cada gesto. Em cada palavra.

— Sou o homem mais sortudo do mundo por ter você.

— E eu sou a mulher — disse, antes de colar os lábios nos dele.

O beijo começou lento, doce, carinhoso. Mas logo ganhou intensidade, como se tudo o que sentiam um pelo outro transbordasse ali, naquele momento. Noah a apertou pela cintura, colando seu corpo ao dele, como se quisesse torná-los um só.

Ele a amava. Com o coração, com a alma, com cada célula do seu corpo.

No entanto, sempre que percebia que as coisas poderiam esquentar mais entre eles, Noah parava e se afastava. Já tinha decidido no coração que queria esperar até o dia do casamento, e Elisa havia concordado com isso.

— Pronto… agora que consegui dizer o que queria, posso te levar para casa.

— Ah, não… eu não quero ir — ela reclamou, com a voz dengosa, quase como uma criança, pedindo mais alguns minutos de brincadeira.

— Amor, você deve estar morrendo de sono.

— Confesso que estava… mas agora, depois disso tudo, você acha mesmo que eu consigo dormir?

— Mas você precisa descansar. Ontem foi um dia puxado, ainda mais ajudando a Alice.

— É verdade… — ela refletiu, mas logo sorriu. — Só que eu também quero ficar com você.

— E o que você quer fazer?

— Que tal a gente ir para sua casa e descansar juntos? — sugeriu, com os olhos brilhando. — Eu vou amar dormir nos seus braços.

— O que foi? — perguntou, preocupado.

— Já estamos indo para casa agora mesmo, papai — disse, desligando a chamada. — Noah, a minha mãe entrou em trabalho de parto.

Os olhos dele se arregalaram com a surpresa, mas logo respirou fundo, entendendo que precisava manter a calma e levar Elisa para casa o mais rápido possível.

Assim que estacionou em frente à casa dela, os dois desceram às pressas. Ao entrarem, encontraram Saulo no meio da sala, completamente perdido, segurando duas bolsas e olhando de um lado para o outro.

— Papai, cadê a mamãe? — Elisa perguntou, já inquieta.

— Está arrumando o cabelo… acredita? — ele respondeu, quase indignado.

Elisa disparou pelo corredor, enquanto Noah ficou para ajudar o sogro a levar as malas.

— É sempre assim — Saulo comentou, balançando a cabeça. — Eu fico desesperado e a Morena permanece plena, como se fosse sair para um passeio no fim de semana.

— Fique tranquilo, sogrão, eu levo vocês — disse Noah, pegando parte das bolsas.

— Ainda bem que você está aqui. Eu não sei se teria forças para dirigir.

— Não se preocupe, a vila é logo ali.

— É verdade… ainda bem que o Oliver ampliou o hospital da vila e criou a maternidade. Assim, não precisamos correr até a capital.

— Ele disse que fez isso por sua causa — Noah brincou, sorrindo. — Fiquei sabendo que, quando foram ter a Elisa, foi a minha sogra quem dirigiu até o hospital porque o senhor estava passando mal.

— Vá zombando de mim, seu moleque — Saulo resmungou, mas com um leve sorriso. — Embora eu não queira ser avô tão cedo, vou adorar ver o seu desespero quando for a sua vez.

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