Quando Elisa entrou no quarto, deu de cara com a mãe sentada em frente ao espelho, calmamente fazendo uma enorme trança no cabelo, como se tivesse todo o tempo do mundo.
— Mãe, pelo amor de Deus! Vamos para o hospital agora mesmo! — disse, quase arrancando a escova da mão dela.
— Já estou indo, filha… — Denise respondeu tranquila, puxando mais uma mecha. — Só deixa eu terminar essa trança.
— Meu Deus, como a senhora consegue ter tanta calma numa hora dessas? — perguntou, quase pulando de aflição.
— Já não basta o seu pai desesperado? — ela brincou, arqueando a sobrancelha. — Alguém precisa manter a compostura.
— Compostura? A senhora está prestes a ter dois filhos, não é hora de se preocupar com penteado!
— Filha, não quero chegar descabelada na maternidade, quero estar digna — disse, rindo.
Elisa levou a mão à testa, sem acreditar.
— Eu devia gravar isso para mostrar para a Eloá.
— Pode gravar, mas rápido, porque essa trança é artística e não se faz correndo — Denise respondeu, prendendo o último elástico e se levantando como se fosse desfilar. — Pronto. Agora, sim, vamos.
Quando saíram do quarto, encontraram Saulo e Noah no corredor, esperando por elas. Ao ver a esposa arrumada e com a trança impecável, Saulo não resistiu:
— Ah, claro… demorou porque estava no salão, né?
— E você preferia que eu fosse descabelada? — Denise rebateu com um sorriso, passando por ele como se fosse a passarela.
Tentando não rir, Noah cochichou para Elisa:
— Essa tranquilidade toda… será que é genética?
— Não. Eu puxei foi o drama do meu pai — ela respondeu, rindo enquanto caminhavam para o veículo.
Quando chegaram à maternidade da vila, Saulo saiu do veículo primeiro e correu para abrir a porta para Denise, que desceu com um sorriso tranquilo.
— Vamos, amor — ele disse, tentando não demonstrar o nervosismo, mas as mãos denunciavam, tremendo levemente enquanto empurrava a cadeira de rodas que a enfermeira havia trazido.
— Calma, meu bem — Denise falou, como se estivesse indo para uma consulta de rotina. — Não é como se os bebês fossem nascer em cinco minutos…
— É exatamente isso que vai acontecer! — ele rebateu, arrancando risadas da equipe que os recebeu.
Enquanto a levavam para a sala, onde se preparariam para a cesárea, Saulo seguiu ao lado da esposa, segurando a mão dela.
Assim que a porta se fechou, Elisa se encostou na parede do corredor, respirando fundo antes de pegar o celular. Mandou uma mensagem rápida para a irmã: A mamãe já está na sala de parto.
Não demorou nem um minuto para o telefone tocar.
— Como ela está? — perguntou Eloá, em chamada de vídeo.
— Ainda está na sala de pré-parto — Elisa respondeu, olhando para a porta fechada.
— Por favor, me mantenha informada de tudo em tempo real.
— Claro… mas você precisava ver como a mamãe estava calma. — Elisa sorriu. — Chegou de trança feita, como se fosse para uma festa.
— Ela sempre foi assim, em tudo… — Eloá respondeu, com um tom meio nostálgico. — Espero ter a mesma calma dela.
— Até uma de nós ter um filho, vai demorar muito — Elisa brincou, mas a irmã não retribuiu o sorriso. — Está tudo bem por aí? — perguntou, estranhando.
— Está, sim… só estou preocupada com a mamãe.
— Não se preocupe, vai dar tudo certo. Agora, o que nos resta é esperar — disse, passando a mão pelo cabelo.
Nesse gesto, Eloá percebeu algo diferente.
— Que anel é esse?
— Ah… — ela sorriu. — Já que estamos falando nisso, preciso te contar que eu e o Noah avançamos um estágio no nosso relacionamento.
— Vou sim.
Um barulho de passos apressados fez Elisa se virar. Noah se aproximava pelo corredor, acenando para ela.
— Acho que já estão terminando — disse ele, baixo, como se o momento exigisse cuidado.
— Eloá, vou ter que desligar. Assim que tiver notícia, te ligarei.
— Tudo bem. Estarei com o celular na mão.
Encerrando a chamada, Elisa guardou o aparelho no bolso, sentindo o coração acelerar. Aproximou-se de Noah, que a puxou pela mão até a porta da sala de parto, onde Denise havia entrado há alguns minutos.
— Será que vai demorar muito? — perguntou ela.
— Acho que estão finalizando a cesárea — o namorado respondeu. — Talvez dê para ouvir o choro deles daqui.
Foi então que o som inconfundível de dois chorinhos ecoou pelo corredor.
— Oh, meu Deus… eles nasceram! — Elisa exclamou, com os olhos brilhando.
Mas, antes que pudesse fazer qualquer coisa, uma enfermeira surgiu, ofegante, com uma expressão indecifrável.
— O que houve? Minha mãe está bem? — perguntou, já sentindo o coração acelerar.
— Sim, querida. Sua mãe e os bebês estão perfeitamente bem — respondeu a enfermeira, abrindo um pequeno sorriso. — Mas… vamos precisar de uma maca para o seu pai.
— Por quê? — Noah questionou, confuso.
— Ele desmaiou de emoção — disse a enfermeira, tentando segurar o riso.
Elisa levou a mão à testa, balançando a cabeça.
— Eu sabia que isso ia acontecer…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...