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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 376

Após uma noite animada com os irmãos, Noah voltou para casa já de madrugada, com o coração acelerado de tanta expectativa.

Tomou um banho rápido, trocou de roupa e se jogou na cama, ainda com um leve sorriso no rosto. Em poucas horas, estaria se casando com o amor da sua vida.

Pegou o celular no criado-mudo e, antes de fechar os olhos, digitou uma mensagem:

“Te vejo no altar, minha linda”

A resposta veio quase imediato:

“Serei a de branco.”

Encantado com a resposta, ele ficou alguns segundos encarando a tela do celular. Em seguida, abriu a foto dela e ficou admirando-a.

— Mal posso esperar… — murmurou, deixando o aparelho de lado.

Fechou os olhos e, aos poucos, o sono veio, leve e tranquilo, enquanto a imagem dela permanecia viva em sua mente, como um sonho prestes a se tornar realidade.

Algumas horas depois, a casa da família Caetano estava em plena agitação. Passos apressados e vozes se misturavam pelo corredor, enquanto todos se preparavam para o grande momento.

Oliver, que terminava de ajeitar a gravata diante do espelho, ouviu a porta do quarto se abrir. Ao se virar, seus olhos brilharam. Aurora acabava de entrar, vestida em um elegante vestido azul-celeste, que realçava o tom dourado de seus cabelos e a delicadeza de seu sorriso.

— Como você está linda, Aurora — elogiou ele, completamente encantado.

Ela sorriu, ajeitando discretamente o brinco.

— Obrigada, amor. — E, rindo leve, acrescentou: — Agora vou ver se o Noah já está pronto, porque precisamos chegar à igreja antes da noiva.

Oliver também riu, balançando a cabeça.

— Está bem, vou preparar o carro.

Aproximando-se do marido, deu um beijo rápido nele e saiu do quarto apressada, os saltos ecoavam pelo corredor. Lá fora, o céu, limpo, revelava um verdadeiro presente para o dia do casamento do filho.

[…]

Noah estava no altar, olhando para cada convidado com um sorriso que mal cabia em sua boca. O coração batia acelerado, e as mãos suavam mesmo com o lenço que ele segurava firme. De tempos em tempos, levava o lencinho ao rosto para enxugar as lágrimas de felicidade que insistiam em aparecer, um esforço em vão, porque a emoção parecia transbordar a cada novo olhar lançado para os rostos conhecidos da família e dos amigos que lotavam a igreja.

As luzes que atravessavam os vitrais coloridos criavam reflexos mágicos sobre o corredor florido, e o ar estava impregnado com o perfume doce das rosas brancas. Tudo parecia perfeito e, ainda assim, nada o prepararia para o instante seguinte.

Quando a música nupcial começou a tocar, o coração dele quase parou. Ele ergueu os olhos e, por um breve segundo, esqueceu de respirar. Elisa surgiu na porta da igreja, deslumbrante, de braços dados com Saulo. Um murmúrio coletivo de admiração percorreu o salão, mas Noah mal percebeu. Seus olhos estavam fixos apenas nela.

Ela estava linda; radiante, como se tivesse sido esculpida pela própria luz. Seu vestido parecia o de uma princesa de contos de fadas e o sorriso dela, doce e emocionado, bastava para fazer o coração dele se despedaçar de amor.

E então, quando ela deu o primeiro passo pelo tapete, ele não resistiu. O lenço não deu conta das lágrimas que desciam sem pedir permissão. Era como se todos os anos de espera, todo o amor guardado e promessas trocadas tivessem se materializado naquele instante.

Cada passo dela parecia lento demais para a ansiedade dele e rápido demais para o coração que queria eternizar aquele momento. Quando finalmente chegou ao altar, Saulo respirou fundo, segurando a emoção, e olhou para o genro com um sorriso de orgulho e apreensão.

Entregando a mão da filha, ele sussurrou, em tom divertido, mas com os olhos marejados:

Festa na vila 1

Festa na vila 2

Festa na vila 3

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