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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 134

Valentina acordou com a sensação incômoda de que o corpo lembrava antes da mente.

Ela abriu os olhos devagar, ainda envolta pelo silêncio profundo da mansão Yamamoto. A luz da manhã entrava filtrada pelas cortinas, suave demais para combinar com a memória que voltou inteira, sem aviso.

O tapete.

O desequilíbrio.

A queda.

Ela em cima de Rafael.

Valentina fechou os olhos por um segundo, o calor subindo direto para o rosto.

Virou-se com cuidado, puxando o lençol até o queixo como se aquilo pudesse esconder o constrangimento — e encontrou Rafael acordado, apoiado no cotovelo, observando-a em silêncio.

Não havia tensão no rosto dele.

Nem ironia.

Só aquele olhar atento demais para ser confortável.

— Bom dia. — ele disse, baixo.

— Bom dia… — respondeu, sentando-se rápido demais.

Silêncio.

Não era pesado.

Era cheio.

— Sobre ontem… — Valentina começou, a voz saindo antes que pudesse frear.

— Foi um acidente. — Rafael respondeu de imediato, sentando-se também. — Você escorregou. Acontece.

Ela assentiu, um pouco rápido demais.

— Tapetes são… traiçoeiros. — completou, tentando sorrir.

O canto da boca dele subiu por um instante antes de desaparecer.

— Café da manhã em quinze minutos. — disse, levantando-se. — Te espero lá.

Quando ele saiu, Valentina soltou o ar devagar.

Não era drama.

Era só… vergonha mesmo.

O café da manhã transcorreu com uma normalidade quase ensaiada.

A mesa impecável. Chá quente. Frutas cortadas com precisão. Rafael já estava sentado quando ela chegou, lendo algo no tablet.

— Dormiu bem? — ele perguntou.

— Dormi. — respondeu. — E você?

— O suficiente.

Comeram em silêncio por alguns minutos, até Rafael largar o tablet.

— Hoje à noite tem um baile de gala. — disse, simples.

Valentina ergueu o olhar.

— Baile?

— Evento previsto. — explicou. — Yamamoto vai me apresentar formalmente ao mercado internacional. Empresários, diplomatas, investidores.

Ela absorveu a informação.

— Entendi.

Mexeu no chá, pensativa.

— Eu posso levar a Bianca? — perguntou, com cuidado. — Se não for inadequado.

Rafael não hesitou.

— Pode.

Valentina sorriu.

— Obrigada.

— Ela faz bem a você. — ele completou, levantando-se. — Vou sair agora.

Ele pegou o paletó e caminhou até a porta.

— As senhoras vão cuidar de vocês durante a manhã. — disse antes de sair. — Aproveite.

E saiu.

Sem repetir nada.

Sem excesso.

Valentina ligou para Bianca ainda sentada à mesa.

— Você tá sentada? — perguntou, já rindo.

— Sempre. — Bianca respondeu. — Por quê?

— Baile de gala. Hoje à noite. Você comigo.

O silêncio do outro lado durou meio segundo.

— VOCÊ TÁ FALANDO SÉRIO?

— Muito.

— EU VOU GRITAR. — Bianca respondeu. — EU SABIA QUE VIR PRAQUI IA DAR EM ALGUMA COISA.

Valentina riu de verdade.

— O motorista passa aí em meia hora. As senhoras da casa vão nos levar pra um… spar.

— Spar chique ou spar perigoso? — Bianca perguntou.

— Japonês. — Valentina respondeu.

— Então os dois. — Bianca concluiu. — TÔ PRONTA.

Pouco depois, um dos funcionários da mansão apareceu à porta do quarto.

CAPÍTULO 134 — UM DIA ZEN 1

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