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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 143

A porta do banheiro se abriu devagar.

Valentina saiu envolta apenas na toalha branca, os cabelos ainda úmidos caindo pelos ombros, o cheiro suave do sabonete misturado ao vapor quente que escapava do banheiro. Por um segundo, ela estava distraída demais consigo mesma para perceber.

Até levantar o olhar.

Rafael estava de pé ao lado da cama.

Não a encarou de imediato — ajustava a manga da camisa aberta, os botões ainda por fechar, como se tivesse acabado de lembrar que não estava sozinho. Quando ergueu o rosto, o olhar encontrou o dela no mesmo instante.

O tempo desacelerou.

Rafael Montenegro tinha 1,95 de altura, e aquela estatura não passava despercebida nem parado. O corpo era largo na medida certa, ombros firmes, músculos definidos não pelo exagero, mas pela constância — o tipo de homem que não precisava provar força porque ela simplesmente estava ali. A pele clara contrastava com a camisa escura, aberta o suficiente para deixar à mostra o peito marcado, linhas fortes sem ostentação.

O cabelo castanho-claro estava levemente bagunçado, como se ele tivesse passado a mão ali mais vezes do que o habitual. Os olhos castanhos, profundos, atentos, carregavam algo diferente naquela manhã — menos cálculo, mais vigilância silenciosa.

Valentina percebeu que estava olhando demais.

E, mesmo assim, não desviou.

O olhar dela desceu sem pedir permissão. Ombros. Peito. Abdômen firme, sem excessos, sem pressa de impressionar. Um corpo feito mais de presença do que de espetáculo.

Ela engoliu em seco.

— Bom dia. — Rafael disse.

A voz estava baixa. Grave. Um pouco rouca demais para ser só efeito do sono.

Valentina piscou, trazendo-se de volta.

— Bom dia. — respondeu.

O silêncio que se seguiu não era constrangedor. Era carregado. Daqueles que dizem tudo porque ninguém ousa dizer nada.

Valentina respirou fundo e desviou o olhar primeiro.

Caminhou até a pequena mesa próxima à janela, onde uma sacola repousava desde a noite anterior. Ajoelhou-se diante dela, procurando algo com mais pressa do que admitiria.

— Vou… — começou, sem saber exatamente o que explicar. — Vou me vestir.

Rafael não respondeu. Apenas permaneceu ali, atento demais para alguém que dizia a si mesmo que precisava manter distância.

Valentina puxou de dentro da sacola o vestido que havia usado antes de se trocar para o baile. Um movimento simples. Rotineiro.

Só que a toalha não colaborou.

Ela escorregou no instante em que Valentina tentou segurar o vestido e a própria sacola ao mesmo tempo. Um segundo de desequilíbrio. Um gesto automático.

E a toalha caiu.

O mundo parou.

Valentina congelou no lugar, o vestido preso em uma mão, a sacola na outra, o corpo exposto por um segundo longo demais para ser ignorado.

Rafael virou o rosto instintivamente — rápido demais para parecer casual, lento demais para fingir que não tinha visto nada.

O ar ficou denso outra vez.

Valentina sentiu o calor subir pelo rosto.

— Merda… — murmurou, mais para si do que para ele.

A toalha estava no chão.

E nada naquele quarto parecia disposto a colaborar com decisões racionais.

Rafael foi até ela sem pressa.

Não como quem avança.

Como quem decide.

Pegou a toalha do chão com um gesto simples e a envolveu novamente ao redor do corpo de Valentina, ajustando o tecido com cuidado inesperado para alguém conhecido por ser direto em tudo. Os dedos dele tocaram a pele dela só o necessário — e ainda assim, foi demais.

Valentina soltou o ar que nem percebeu que estava segurando.

— Obrigada… — murmurou.

CAPÍTULO 143 — ENTRE OLHARES E SILÊNCIOS 1

CAPÍTULO 143 — ENTRE OLHARES E SILÊNCIOS 2

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