Rafael estava sentado atrás da mesa do escritório, olhando para uma pilha de contratos que não tinha lido de verdade.
Lucas estava encostado na cadeira à frente dele, observando o amigo com um sorriso suspeito.
— Então… — ele cruzou os braços. — como foi o jantar?
Rafael continuou olhando para os papéis.
— Foi ótimo.
Lucas inclinou a cabeça.
— Ótimo… ótimo?
Ele se inclinou um pouco para frente.
— Quer dizer que deu certo ou não?
Rafael levantou os olhos para ele.
— De certa forma.
Lucas abriu um sorriso largo.
— Então eu sou um gênio mesmo.
Rafael arqueou uma sobrancelha.
Lucas continuou, orgulhoso:
— Viu só? Eu disse que a cunhada tinha coração.
Ele suspirou dramaticamente.
— Bianca nunca toparia jantar comigo.
Rafael sorriu de lado.
— Só não me manda falar do tempo.
Lucas piscou.
— O quê?
Rafael respirou fundo e se recostou na cadeira.
— Eu falei que o céu estava bonito.
Lucas franziu a testa.
— Mas ontem estava quase chovendo.
Por um segundo de silêncio…
Lucas explodiu em gargalhadas.
Rafael fechou os olhos e levou a mão à testa.
— Eu sabia que você ia rir.
Lucas se inclinou para frente na cadeira, tentando recuperar o ar.
— Espera… espera…
Ele enxugou uma lágrima de tanto rir.
— Você… Rafael Montenegro… falou sobre o tempo?
Rafael revirou os olhos.
— Já terminou?
Lucas respirou fundo, tentando se recompor.
— Ok… parei.
Mas ainda estava sorrindo.
— Pelo menos a noite terminou bem depois dessa?
Rafael o encarou por um segundo.
Então um sorriso discreto apareceu no canto da boca dele.
— Terminou.
Lucas bateu uma palma na mesa.
— Perfeito!
Ele se levantou da cadeira.
— Então podemos passar para a fase dois do plano.
Rafael apoiou o queixo na mão.
— Tenho medo de perguntar qual é.
Lucas abriu um sorriso malicioso.
— Confia em mim.
Rafael suspirou.
— Essa frase nunca termina bem.
No escritório de Valentina, o silêncio era completamente diferente.
Ela estava sentada atrás da mesa, mas os olhos estavam perdidos em algum ponto distante.
Ou, mais precisamente…
Em uma lembrança.
A noite anterior voltava à mente dela em pequenos flashes.
A dança.
O beijo.
O modo como Rafael tinha segurado o rosto dela.
Valentina suspirou baixinho.
Algo tinha mudado entre eles.
Ela ainda não sabia exatamente o quê.
Mas tinha mudado.
Duas batidas na porta a tiraram dos pensamentos.
— Entre.
Lurdes apareceu na porta.
— Senhora Montenegro, tem um senhor na recepção que deseja vê-la.
Valentina franziu a testa.
— Lurdes, somente com hora marcada.
Lurdes ia responder…
Mas a porta se abriu mais.
— Desculpa, prima.
Enzo entrou com um sorriso educado.
— Não fique brava com ela.
Ele levantou uma pasta na mão.
— Eu realmente preciso falar com você.
Valentina se levantou devagar.
— Enzo?
Ela franziu a testa.
— O que você faz aqui?
Ele levantou novamente a pasta.
— Um pedido de ajuda.
Valentina suspirou e virou-se para Lurdes.
— Como está minha agenda?
— A senhora tem vinte minutos.
Valentina assentiu.
— Traga dois cafés, por favor.
Lurdes saiu.
Valentina indicou a cadeira à frente da mesa.
— Sente-se.
Enzo sentou.
— Desculpa invadir seu escritório assim.
Ele abriu um sorriso quase tímido.
— Mas eu realmente precisava da sua ajuda.
Valentina inclinou a cabeça.
— Você poderia ter ido lá em casa.
Ele riu.
— Seu marido cortaria minha garganta.
Ela não conseguiu evitar um pequeno sorriso.
— Talvez.
Enzo continuou:
— Aliás… meus parabéns.
Valentina franziu levemente a testa.
— Pelo quê?
— Eu vi no jornal.
Ele ergueu as sobrancelhas.
— Sócia da Kingsley agora.
Ela assentiu.



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário