A primeira luz do amanhecer entrou silenciosa pelas janelas amplas da casa.
O mar ainda estava calmo, quase imóvel, refletindo tons suaves de rosa e dourado que começavam a surgir no horizonte.
Rafael abriu os olhos lentamente.
Por um segundo ele não se mexeu.
Apenas observou o teto de madeira clara enquanto sua mente despertava.
Então percebeu algo.
O lado da cama ao lado dele estava vazio.
Ele virou o rosto.
Os lençóis ainda estavam amassados, mas Valentina não estava ali.
Rafael se sentou devagar na cama, passando a mão pelos cabelos.
O som distante das ondas chegava até o quarto.
E um cheiro leve de café também.
Ele levantou.
Vestiu apenas uma bermuda e caminhou em direção à sala.
Quando chegou perto da cozinha aberta que dava para a varanda, parou.
Valentina estava ali.
De costas para ele.
Usando apenas a camisa branca dele, que caía até metade das coxas.
Os cabelos estavam presos de forma descuidada.
Ela cortava algumas frutas sobre a bancada enquanto o café passava lentamente na cafeteira.
O sol nascente iluminava o ambiente inteiro.
Por um momento Rafael apenas ficou ali.
Observando.
Ela parecia completamente à vontade naquele lugar.
Como se pertencesse ali.
Como se aquela vida simples fosse natural para ela.
Valentina virou levemente o rosto.
E percebeu a presença dele.
— Está me espionando?
Rafael encostou no batente da porta.
— Estou admirando.
Ela sorriu sem olhar diretamente para ele.
— Isso é muito suspeito.
— Eu não disse nada suspeito.
Ela pegou duas xícaras.
— Disse que estava me admirando.
Rafael caminhou até ela.
— E estou.
Valentina se virou.
Os olhos dela percorreram o peito dele por um segundo.
— Bom dia.
— Bom dia.
Ela entregou a xícara de café para ele.
— Espero que esteja com fome.
Ele olhou para a bancada.
Pães.
Frutas.
Queijo.
Suco.
— Você fez tudo isso?
— Não é grande coisa.
Ela deu de ombros.
— É só café da manhã.
Rafael deu um gole no café.
— A senhora Montenegro é prendada.
Valentina levantou uma sobrancelha.
— Você também não sabia que sabia assar carne ontem.
Ele sorriu.
— O tutorial ajudou.
Valentina riu.
— Milagre da internet.
Eles levaram as coisas para a mesa na varanda.
O mar estava calmo diante deles.
A brisa suave movia as folhas das palmeiras.
Por alguns minutos eles comeram em silêncio.
Um silêncio confortável.
Valentina apoiou os cotovelos na mesa.
— Eu poderia me acostumar com isso.
Rafael olhou para ela.
— Com o quê?
Ela fez um gesto amplo.
— Café da manhã olhando para o oceano.
— Ilha particular.
— Nenhum telefone tocando.
Ele inclinou a cabeça.
— Sem reuniões.
Ela assentiu.
— Sem casos extraordinários.
Rafael tomou outro gole de café.
— Parece perigoso.
Valentina riu.
— Muito.
Tentador, na realidade.
Algum tempo depois, eles estavam na praia.
O sol já estava alto no céu.
Valentina estava deitada na areia sobre uma toalha, usando óculos escuros.
Rafael voltou da casa segurando um frasco.
— Protetor solar.

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