A primeira luz do dia entrou silenciosa pelas janelas amplas do quarto.
O som do mar era suave, constante, como uma respiração tranquila da própria ilha.
Rafael abriu os olhos devagar.
Por um momento ele ficou apenas olhando o teto de madeira clara, ainda meio perdido entre o sonho e a realidade.
Então percebeu algo.
Valentina estava dormindo sobre ele.
O rosto apoiado em seu peito.
Os cabelos espalhados pelo braço dele.
Rafael sorriu.
A lembrança da noite anterior passou pela mente dele como um filme.
Ele passou os dedos devagar pelos cabelos dela.
Valentina se mexeu levemente.
— Hm…
Ele se inclinou um pouco.
— Bom dia, namorada.
Valentina abriu os olhos lentamente.
Por alguns segundos ela apenas ficou olhando para ele.
Como se estivesse lembrando de tudo.
Então um sorriso apareceu.
— Bom dia… namorado.
Rafael arqueou uma sobrancelha.
— Ainda parece estranho?
Ela riu baixo.
— Um pouco.
Ele beijou a ponta do nariz dela.
— A gente acostuma.
Valentina levantou a mão devagar.
O olhar dela parou na nova aliança.
Ela passou o polegar sobre o metal dourado.
Silenciosa.
Depois levantou o olhar para ele.
— Então aquilo não foi sonho.
Rafael sorriu.
— Não foi.
Ela encostou a cabeça novamente no peito dele.
— Ainda bem.
Ficaram em silêncio por alguns minutos.
Apenas ouvindo o mar.
Valentina respirou fundo.
— Acho que essa ilha acabou de ganhar um lugar especial na minha vida.
Rafael passou a mão pelos cabelos dela.
— Na minha também.
Ela levantou o rosto.
— Café da manhã?
Ele sorriu.
— Já estava pensando nisso.
Algum tempo depois, os dois estavam na varanda da casa.
O mar brilhava sob o sol da manhã.
Frutas frescas, pão, queijo, café e suco estavam espalhados pela mesa.
Valentina tomava um gole de café enquanto observava o horizonte.
— Eu vou sentir falta disso.
Rafael apoiou o cotovelo na mesa.
— Do quê?
Ela fez um gesto para a paisagem.
— Do silêncio.
— Do mar.
— De não ter ninguém pedindo decisões impossíveis a cada cinco minutos.
Rafael riu.
— Isso dura pouco.
Valentina levantou uma sobrancelha.
— Eu sei.
Ela tomou outro gole de café.
— Mas foi bom enquanto durou.
Rafael observava ela em silêncio.
— Podemos voltar.
Valentina olhou para ele.
— Podemos?
— Sempre que quisermos.
Ela sorriu.
Depois de algum tempo eles caminharam pela praia.
Descalços.
A água tocava suavemente os pés deles.
Valentina olhou ao redor uma última vez.
— Acho que vou sentir saudade desse lugar.
Rafael segurou a mão dela.
— Então a gente volta.
Ela apertou a mão dele.
— Combinado.
Algum tempo depois, o hidroavião já estava pronto no pequeno píer.
Rafael ajudou Valentina a subir primeiro.
Ela olhou mais uma vez para a ilha enquanto o avião começava a se mover sobre a água.
— Obrigada por isso.
Ele inclinou a cabeça.
— Eu também precisava.
O hidroavião ganhou velocidade.
E logo a ilha ficou pequena atrás deles.
Durante o voo, Valentina ficou encostada no ombro dele.
Os dedos dela brincavam distraidamente com a nova aliança.
Rafael observava aquilo em silêncio.
Quando finalmente pousaram e o carro os levou de volta para casa, o céu já estava escurecendo.
As luzes da mansão Montenegro brilhavam ao longe quando o carro entrou pelos portões.
Valentina observava pela janela enquanto o carro diminuía a velocidade.
Era estranho.
A ilha parecia distante agora.

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