A noite já tinha caído quando Valentina chegou à mansão Montenegro.
O dia tinha sido longo.
Cansativo.
Mas, pela primeira vez em muito tempo…
não era o trabalho que pesava.
Ela entrou pela porta principal, tirando o salto com cuidado enquanto caminhava pelo hall.
— Senhora.
Maria apareceu com o sorriso acolhedor de sempre.
Valentina levantou o olhar.
— O senhor pediu que a senhora fosse para o jardim.
Valentina franziu levemente a testa.
— Agora?
Maria assentiu.
— Ele está esperando.
Um pequeno sorriso escapou.
Valentina respirou fundo.
E seguiu.
O jardim estava iluminado de forma diferente.
Velas espalhadas pelo caminho desenhavam uma trilha de luz até o centro do espaço.
O vento leve fazia as chamas tremularem, criando sombras delicadas ao redor.
Valentina diminuiu o passo.
O coração… também.
E então ela viu.
Rafael.
De pé.
Esperando.
Com um buquê de flores nas mãos.
E uma mesa posta logo atrás dele, cercada por velas, cuidadosamente preparada.
Valentina sorriu.
Sem perceber.
Aberto.
Real.
Caminhou até ele.
— Oi, namorada.
A voz dele saiu baixa.
Quase suave.
Ela parou diante dele.
— Oi, namorado.
O beijo veio natural.
Calmo.
Carinhoso.
Como se aquele momento não precisasse de pressa.
Rafael entregou o buquê.
Valentina levou as flores ao rosto.
Inspirou.
E sorriu.
— São lindas… obrigada.
Ele levantou a mão.
Com cuidado.
Afastou uma mecha do cabelo dela, prendendo atrás da orelha.
O olhar dele demorou um segundo a mais.
— Não mais que você.
Valentina sentiu o corpo reagir.
Um calor leve.
Um daqueles que não vinha só do toque.
— Você está se esforçando nessa coisa de namorado…
ela provocou, sorrindo.
— Acho que vou ter que correr atrás do meu prejuízo.
Rafael sorriu.
E a puxou levemente pela cintura.
— Você já fez muito.
O olhar dele encontrou o dela.
— Eu é que estou correndo atrás.
Valentina sustentou o olhar.
— Eu te amo, Rafael.
O sorriso dele veio.
Aberto.
Sem defesa.
E ele a beijou.
Dessa vez com mais intensidade.
— Eu te amo, Valentina.
O beijo aprofundou.
Os corpos se aproximaram.
O mundo… ficou menor.
Eles só se separaram quando o ar faltou.
As testas encostadas. Respiração misturada.
Olhos ainda fechados por um instante.
Valentina soltou um suspiro leve.
Quando abriu os olhos… viu o brilho nos dele.
Algo que ela nunca tinha visto antes.
Ou talvez… nunca tivesse permitido enxergar.
— Vamos jantar — ele disse, baixo. — Pedi para fazer o seu prato favorito.
Ela sorriu.
E deixou que ele a conduzisse.
A mesa estava impecável.
Valentina se aproximou.
E então viu o prato.
— Tournedos de filé mignon…
Ela olhou para ele, surpresa.
— Como você soube?
Rafael sorriu de lado.
— Dei uma explorada no seu feed.
Valentina arregalou levemente os olhos.
— Eu não acredito que você está explorando meu I*******m.
Ele puxou a cadeira para ela.
— Sou seu namorado.
Ela sentou, ainda sorrindo.
— Isso tem outro nome.
Levantou o queixo, provocando.
— Você está me stalkeando, senhor Montenegro?
Ele balançou a cabeça, divertido.
— Não.
Se inclinou um pouco mais.
— Estou estudando minha namorada.
Valentina riu.
Mas o riso veio acompanhado de algo mais.
— Você está gostando disso, não está?
Rafael apoiou a mão sobre a mesa.
Esperando.
Ela colocou a dela sobre a dele.
Natural.
Como se sempre tivesse sido assim.
— Estou.
Ele entrelaçou os dedos nos dela.
— Quanto mais descubro sobre você…
uma pausa
— mais eu fico encantado.
Valentina desviou o olhar por um segundo.
Não por vergonha. Mas porque a intensidade dele ainda a desarmava.
Passos suaves.
Maria surgiu, servindo o vinho.
E saiu.
O jantar seguiu tranquilo.
Conversas leves.


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