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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 84

O silêncio voltou a se instalar no quarto depois da última frase de Valentina.

Não foi um silêncio vazio.

Foi um silêncio pesado, carregado de coisas não ditas — e talvez impossíveis de dizer agora.

Rafael permaneceu imóvel por alguns segundos. Não tentou responder. Não tentou se explicar. Qualquer palavra ali soaria como defesa, e ele percebeu com clareza incômoda que não era isso que ela precisava.

Valentina respirava com dificuldade, os olhos úmidos, o olhar perdido em algum ponto entre o presente e o que ainda doía demais para ser passado.

Rafael se afastou meio passo da cama.

Pegou o celular do bolso.

Não desviou o olhar dela ao fazer isso.

Discou um número curto.

— Podem entrar. — disse apenas, baixo, antes de desligar.

Valentina franziu levemente a testa.

A porta se abriu alguns segundos depois.

Bianca entrou primeiro.

Sem pressa. Sem dramatização. Sem o humor nervoso que costumava usar como armadura.

O rosto estava pálido. Os olhos vermelhos denunciavam que o choro já tinha vindo — e ido — antes dali. O passo era contido, respeitoso, como quem entra num espaço sagrado.

Lucas veio logo atrás, discreto, atento, fechando a porta com cuidado.

Bianca parou ao ver Valentina.

Não correu. Não falou nada por um segundo longo demais para ser casual.

Depois, aproximou-se devagar da cama.

— Oi… — disse, com a voz baixa, quase um sussurro. — Eu tô aqui.

Valentina virou o rosto na direção dela.

E algo mudou.

Não foi sorriso. Não foi alívio completo.

Foi reconhecimento.

Os olhos dela se encheram de lágrimas novas, diferentes das anteriores. Menos confusas. Mais humanas.

— Bi… — murmurou.

Bianca engoliu em seco.

— Eu sei. — respondeu, antes que a amiga precisasse explicar qualquer coisa. — Eu sei.

Ela se aproximou mais um pouco, parando ao lado da cama, mas sem tocar de imediato. Como se pedisse permissão sem palavras.

— Você me deu um susto absurdo. — continuou, a voz firme apesar do tremor contido. — E eu fiquei com medo. Muito medo.

Valentina fechou os olhos por um segundo.

Quando abriu, uma lágrima escorreu.

— Achei que não ia te ver mais. — confessou, quase sem voz.

Bianca respirou fundo.

— Nem pense nisso. — disse. — Não agora. Não depois de tudo.

Ela então estendeu a mão.

Dessa vez, Valentina não recuou.

Os dedos se tocaram.

E permaneceram.

O monitor cardíaco manteve o ritmo estável. Bip… bip… bip…

Rafael observava de onde estava.

Não havia ciúme ali. Nem ressentimento.

Havia entendimento.

Ele viu com clareza clínica:

o corpo de Valentina relaxou um centímetro.

A respiração desacelerou.

Os ombros perderam um pouco da rigidez.

Bianca não representava ameaça. Não carregava lembrança de dor. Não exigia explicação.

Ela apenas… estava.

Lucas permaneceu mais atrás, encostado na parede, atento ao ambiente e às reações de Rafael. Não interveio. Não precisou.

— O médico disse que você precisa ficar calma. — Bianca continuou. — Então eu prometo que não vou falar demais. Nem perguntar coisas que doem.

Valentina soltou um pequeno ar, quase um riso falho.

— Você nunca promete isso. — murmurou.

Bianca inclinou a cabeça, com um meio sorriso triste.

— Hoje eu prometo.

Silêncio de novo.

Mas diferente.

Rafael deu um passo à frente.

— Vou resolver algumas coisas. — disse, olhando para Valentina, mas sem invadir. — Fico logo ali fora.

Ela não respondeu de imediato.

Depois, assentiu levemente.

— Tá.

A palavra foi curta. Neutra.

Mas não foi rejeição.

Rafael entendeu.

Ele saiu do quarto sem pressa, fechando a porta com cuidado.

Do lado de dentro, Bianca apertou a mão da amiga com mais firmeza.

— Você não precisa ser forte agora. — disse. — Só precisa ficar viva.

Valentina respirou fundo.

— Eu achei que ia morrer. — confessou, finalmente deixando a voz quebrar. — De verdade.

Bianca inclinou-se um pouco mais.

— Mas não morreu. — respondeu. — E eu não vou sair daqui.

Lucas se aproximou um pouco, respeitoso.

— A gente tá aqui, cunhada — disse.

Valentina fechou os olhos outra vez para descansar.

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