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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 127

"Isabella"

O telefone não parava de tocar. Primeiro foi Augusto. Ignorei.

Depois Diana. Deixei chamar até cair.

Até mesmo César me ligou, também recusei.

Eu não estava pronta para ouvir explicações, desculpas ou versões cuidadosamente editadas da verdade. Naquele momento, precisava de silêncio. Precisava de espaço. E, acima de tudo, precisava de respostas.

Não precisei de muito tempo para encontrar a minha irmã, na verdade algumas horas de busca pelas redes sociais já trouxeram resultados, primeiro que Karen não estava se escondendo ou fingindo fugir, logo se deixou fotografar e ela própria deixou rastros por onde andava.

Minha irmã dessa vez estava aproveitando o dinheiro que tinha ganhado, descobri onde estava hospedada e o que estava fazendo. Incluindo aonde iria almoçar, Karen não tinha mudado os padrões.

Enquanto o mundo caía sobre a minha cabeça, Karen almoçava tranquilamente como se nada tivesse acontecido. Como se não tivesse vendido minha intimidade, minha casa, minha vida, por dinheiro fácil.

Peguei o carro sozinha. Não avisei ninguém. Não pedi companhia. Não precisei. Aquela conversa era minha.

Duas horas depois cheguei no restaurante, ela não tinha ido muito longe. O restaurante era daqueles discretos, caros o suficiente para parecer respeitável, mas comuns o bastante para não chamar atenção. Estacionei do outro lado da rua e fiquei alguns minutos observando pela vitrine.

E então vi.

Karen estava sentada à mesa com Carlos e o filho. O menino brincava distraído com algum objeto qualquer, Carlos ria, confortável, seguro. Karen parecia leve. Relaxada. Feliz. Então ela continuava com ele, ainda eram um casal, tudo tinha sido mentira.

Aquilo foi pior do que qualquer confirmação.

Ela não parecia arrependida. Não parecia com medo. Não parecia alguém que tivesse destruído uma família, de novo.

Respirei fundo antes de sair do carro.

Entrei no restaurante com passos firmes, sentindo cada olhar se voltar para mim ou talvez fosse só a minha imaginação. Não fui até a mesa deles. Fui para o bar e pedi uma bebida, sempre observando o casal, o movimento estava fraco tinha apena algumas pessoas almoçando.

Não chorei. Minha lágrimas tinham secado.

Karen, talvez sentindo meu olhar sobre ela, olhou em volta e deu de cara comigo, parada a poucos metros, encarando-a sem piscar. Percebi o instante exato em que empalideceu, os olhos arregalados. Carlos notou a reação dela, seguiu seu olhar e, ao me ver, paralisou por um segundo, fazendo menção de se levantar. Karen segurou o braço dele, cochichou algo apressado e se levantou, vindo na minha direção.

— Isabella… o que você está fazendo aqui? — murmurou ao se aproximar, a voz baixa para que ninguém ouvisse.

— Olá, Karen…

— Você não pode fazer escândalo aqui. Estou com o meu filho.

— Quem disse que vou fazer escândalo? Só vim ver como você estava. E o meu sobrinho. Pelo jeito, a família está completa… e feliz.

— O que você quer? — ela insistiu. Não havia vestígio de provocação. Karen estava realmente com medo do que eu poderia fazer.

— Quanto? Quanto você recebeu?

Ela respirou fundo antes de responder, como se já esperasse por aquela pergunta.

Capítulo 127. Dando as cartas 1

Capítulo 127. Dando as cartas 2

Capítulo 127. Dando as cartas 3

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