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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 135

"César"

Diana tinha o rosto pálido, contrastando com o cabelo espalhado pelo travesseiro. Por um instante, ela parecia menor. Vulnerável de um jeito que eu nunca tinha visto.

Sempre conheci minha irmã como alguém inabalável. Controladora. Orgulhosa. Vê-la assim me causou um aperto estranho no peito. Nenhum de nós era realmente próximo. Eu não sabia o que acontecia na vida dos meus irmãos até tudo virar notícia. E, ali, percebi o quanto essa distância tinha sido um erro.

— O que está acontecendo lá embaixo? — Diana perguntou, sem rodeios. — Se o Ícaro veio até aqui, eu sei que não passou despercebido, o pai já sabe?

— Teve confusão — admiti. — Mas nada que você precise se preocupar agora, é o momento de focar apenas na recuperação.

Ela me encarou, avaliando.

— Prometo que não vou ficar nervosa — Respirou fundo. — Mas quero a verdade.

Fiquei em silêncio por alguns segundos antes de responder. Diana era teimosa e ficaria agitada se não soubesse das coisas.

— Nosso pai ficou sabendo de tudo. Do Ícaro. Do bebê. — Pausei. — E não reagiu bem, não é uma novidade, mas garanto que ele não vai subir aqui e falar besteira para você.

Diana fechou os olhos por um instante.

— Eu imaginei, na hora que Icaro apareceu aqui já sabia.

— Ele tentou subir. Isabella impediu.

Ela abriu os olhos, surpresa.

— Isabella?

— Sim. — Hesitei. — Ela fez o que ninguém teria coragem de fazer.

Diana soltou um riso curto, cansado.

— Ela tem mais coragem do pensei, pelo jeito a minha cunhada não é uma coitada.

Ela passou a mão pela barriga, num gesto instintivo.

— O médico disse que ainda existe risco — confessou. — Eu sei que é cedo, mas… — a voz falhou. — Eu já me sinto mãe e tenho medo de acontecer alguma coisa.

— Não pensa nisso, esse é bebê é um Salvatore e já provou é forte.

Ela me olhou e abriu um sorriso. Nunca tinha visto Diana com um sorriso tão verdadeiro e feliz no rosto.

— Obrigada

— Acredito. — Fui sincero. — E acredito em você. Mesmo quando não concordo com tudo.

— Me desculpa — ela disse de repente. — Quando você levou um tiro… eu não fui te ver, agora vejo o quanto fui cretina, aceitei o protocolo de isolamento enquanto o Augusto brigava e veio ficar com você.

— É passado— Dei de ombros. — E, se for honesto, também não teria ido se fosse com você.

Ela riu baixo.

— Pelo menos estamos sendo sinceros agora.

— Estamos. — Inclinei-me um pouco mais perto. — E isso importa.

Diana respirou fundo.

— Eu tenho medo — admitiu. — Não do bebê. Do pai. De perder tudo.

— Talvez perder tudo não seja o fim do mundo — falei com cuidado. — Talvez seja o começo de algo diferente.

Ela me encarou, surpresa.

— Você fala como se já tivesse decidido alguma coisa.

— Talvez eu tenha.

Ela segurou minha mão com força.

— Seja o que for… obrigada por ficar.

Meu celular vibrou no bolso. O nome no visor fez meu estômago se contrair.

Pai.

Diana percebeu na hora.

— Pode atender — disse.

Capítulo 135. Deslocamento 1

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