Era simples, bastava encarar a situação de outra forma.
Augusto era um amigo, um amigo que pagaria as contas e dividiria a cama comigo.
Simples.
Assim, sem me preocupar muito com a situação, vesti meu biquíni, uma saída de praia, passei protetor, preparei minha bolsa e fomos para a praia.
Um paraíso de águas transparentes, com um azul clarinho e um tempo maravilhoso, de céu azul e sol.
O hotel disponibilizava, em uma faixa de areia exclusiva para os hóspedes, camas de madeira. Estendi a minha toalha e me deitei. Minha intenção era aproveitar ao máximo e fingir que eu não estava ali como uma falsa namorada contratada, com uma vida que tinha escoado pelo ralo.
Augusto sentou ao meu lado e tirou a camiseta e o short. Não precisava olhar em volta para saber que qualquer mulher que estivesse ali estava nos encarando.
Uma coisa era ver a foto do homem sem camisa exibindo o abdômen definido, outra era ver pessoalmente. Camila tinha razão, Augusto era bonito de uma forma indecente, deveria ser crime tanta beleza ir para uma pessoa só.
Ele não tinha só um abdômen definido, o corpo todo era músculos e definição, de uma forma que parecia natural e não causada por bomba. Não queria nem imaginar o quanto ele malhava para chegar naquele corpo.
Além de uma pele sem defeitos, Augusto era bronzeado, mantinha o corte de cabelo impecável e a barba aparada, provavelmente visitando o barbeiro toda semana, incluindo até a manicure, porque até as unhas eram perfeitas. Qual era o problema desse homem?
— Isa, minha querida, se continuar me olhando assim, vou ficar tímido.
— Duvido que você conheça o significado da palavra timidez.
— Do jeito que você está me encarando, como se eu fosse um pedaço de carne em exposição, posso começar a entender...
Desviei o olhar sem graça. Talvez tivesse encarado demais. Coloquei os óculos escuros e olhei para o céu.
— Passa o protetor nas minhas costas eu não alcanço — Ele pediu fazendo uma cara de falsa inocência, se sentando quase entre as minhas pernas.
Peguei o frasco, espalhei um pouco na mão e passei nas costas dele, o homem era feito de puro músculo, tentei ser o mais rápido possível, não podia ficar tocando nele assim.
— Já? Pode se aproveitar se quiser, eu deixo.
— Passei o suficiente — Falei encerrando o assunto.
Ele me deu um sorriso de lado e foi para a água dar um mergulho.
Augusto ficou um bom tempo na água. Sabia nadar e mergulhar. Tentei ignorar, mas no fim me peguei observando ele na água e as outras mulheres que foram nadar por perto, de forma descarada e exibida.
Que ele me trairia em nosso falso relacionamento, eu não tinha dúvidas. Ainda não sabia de nada, era tudo muito recente, mas quanto tempo levaria? Até chegarem as fotos? Prints de conversas?


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido