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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 217

"Camila"

— Olha só quem apareceu de novo… — ela murmurou. — Nosso lenhador favorito.

Rael entrou como sempre, discreto, com postura relaxada demais para quem chamava atenção sem esforço. O cabelo escuro preso num coque baixo, alguns fios soltos caindo perto do rosto. Camiseta branca simples, mangas dobradas revelando as tatuagens no antebraço. Ele cumprimentou com um aceno educado e foi direto para a mesa de sempre.

— Vai lá atender — Nina sussurrou. — E coloca um sorriso nessa cara. Você estava de novo com aquela expressão estranha, de quem está perdida no passado.

Respirei fundo e caminhei até ele.

— Boa noite — falei, profissional. — O de sempre?

Ele sorriu. Não era um sorriso arrogante. Era tranquilo, quase tímido e um homem daquele não deveria ser tímido.

— Na verdade… hoje eu queria pedir outra coisa. — Ele me encarou de forma penetrante, mas com um leve sorriso.

— Claro.

Ele inclinou levemente a cabeça, me analisando com cuidado, atento, não era nem um pouco desagradável.

— Não quero parecer invasivo. Vou entender se você recusar, mas gostaria de te chamar para sair.

Fiquei imóvel por um segundo. Eu não era idiota — sabia que, dia menos dia, Rael faria esse pedido. Mas, mesmo assim, não soube muito bem como reagir. E senti a velha culpa, a sensação de que estava traindo César.

— Camila… — ele chamou. Eu tinha ficado tempo demais em silêncio. — Me desculpa. Não quis te deixar sem graça aqui no seu trabalho.

— Não, me desculpa você. É que… sabe… eu vou recusar. Não é nada com você. Você parece um cara legal, mas, no momento, não estou procurando um relacionamento. Estou com alguns problemas que preciso resolver primeiro.

Rael me olhou e assentiu. Parecia um pouco decepcionado, mas disfarçou bem.

— Claro. Eu entendo. Amigos, então?

— Amigos. — E estendi a mão para ele.

Rael tinha um aperto firme e caloroso, e me senti, mais uma vez culpada por reparar.

— Não precisa ser um encontro. Pode ser só um café ou uma conversa, sem expectativa.

Eu gostava disso, da honestidade sem pressão.

— Você não desiste fácil, né?

— Não quando acho que vale a pena.

Meu coração apertou.

Como se sentisse minha mudança de expressão, Rael suavizou o tom.

— Olha… eu não sei o que você está enfrentando. Mas dá para ver que é muita coisa. Você carrega isso no olhar.

Engoli em seco, Rael sabia ser conquistador, isso não dava para negar, em outro momento com toda certeza sairia com ele sem culpa nenhuma.

— Minha vida anda meio… bagunçada.

Ele apoiou os braços na mesa.

— Eu não preciso dos detalhes. Só queria que você soubesse que eu não estou aqui para complicar nada. Nem para competir com fantasmas.

Capítulo 12 1

Capítulo 12 2

Capítulo 12 3

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