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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 22

Eu sentia todos os músculos do meu corpo doloridos. Augusto realmente me arrancou da cama às cinco, me obrigando a fazer uma série de coisas que só me deixaram dolorida e suada.

Ele saiu para o trabalho parecendo satisfeito consigo mesmo, enquanto eu mal conseguia vestir a roupa sem sentir dor, logo hoje, que precisava colocar meu plano em prática.

Meu objetivo era, no mínimo, ilegal. Por isso, horas mais tarde, quando parei em frente ao prédio do meu antigo escritório, hesitei por um momento, pensando se realmente teria coragem de ir em frente.

Ali, olhando para o lugar, me lembrei de meses antes, quando fui impedida de entrar, e da minha irmã dizendo que estava grávida. Lembrar disso foi bom, me fez recordar o motivo de estar ali, o porquê de eu ter aceitado a loucura de casar com Augusto e agora morar na casa dele.

Saí do carro determinada. A mulher que cuidava da recepção me reconheceu e pareceu espantada por um instante.

— Oi, Maria, tudo bem? Preciso de uma informação e tenho certeza de que você pode me ajudar — falei baixinho. No momento, não havia ninguém no saguão, apenas o segurança, que nem olhava para nós.

— Que tipo de informação...? — perguntou ela, desviando o olhar para o maço de dinheiro que tirei da bolsa e coloquei no balcão de forma discreta.

— O Carlos está na empresa hoje? E, se estiver, qual o melhor horário para vir sem dar de cara com ele?

Maria me olhou em choque, mas, ao encarar o dinheiro e entender minha pergunta, compreendeu rápido o que eu queria. Augusto dizia que todo mundo tem um preço. Ela pegou o dinheiro sem pensar duas vezes e me deu a informação:

— Ele ainda não chegou. Avisou que vem só depois da uma, só a Daniela esta escritório agora.

— Perfeito. Posso entrar? — perguntei como se não fosse nada demais. Pela quantia que dei a ela, claro que autorizou minha entrada.

Era um prédio pequeno e um pouco velho, com apenas seis andares. O escritório ficava no segundo. No dia em que apareci ali gritando para falar com Carlos, tive certeza de que ele ouviu tudo da sala dele.

Tudo continuava igual: a porta de vidro, o nome da empresa... Quando entrei, não havia ninguém, e o silêncio era estranho. Além da Daniela, do financeiro, sempre havia um recepcionista, mas o local parecia vazio.

Na época do meu pai, havia muito mais gente trabalhando. Era um escritório movimentado. Eu tinha começado a ajudar com quinze anos, meu pai me ensinou tudo sobre o negócio da família. O sonho dele era que eu fizesse engenharia, para projetar as reformas e construções, e que Karen seguisse arquitetura. Mas eu não tinha talento como engenheira e acabei fazendo administração, ficando responsável pela gestão do negócio. Já Karen... bem, minha irmã nem tentou, e depois da morte dos nossos pais abandonou tudo de vez.

Agora, era um escritório vazio, que só tinha resistido pela minha força de vontade de manter vivo o legado do meu pai.

— Meu Deus, que susto! Isabella?! — Daniela apareceu do nada, me olhando espantada. Eu tinha me perdido em pensamentos ali na sala de espera.

— Oi, Daniela.

— O que a senhora está fazendo aqui?

Capítulo 22. Plano em ação 1

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