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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 26

Precisei sair do treino direto para um banho gelado, com a porta trancada. Não porque achasse que o Augusto fosse invadir o banheiro, mas porque eu precisava de uma barreira segura entre mim e ele.

Em geral, eu conseguia fingir e ignorar a atração que existia entre nós. Funcionava, pelo menos até agora.

Entretanto o homem resolveu testar o meu juízo e a minha capacidade de resistência.

Augusto era um galinha, claro. Agora morava com uma mulher que não tinha dormido com ele. Será que eu era um desafio? Ou apenas a opção mais fácil?

Ele podia conseguir qualquer mulher, a hora que quisesse, e levar para o outro apartamente.Esse pensamento me deixou com um gosto amargo na boca.

Não, não. Eu não podia ficar triste imaginando meu futuro marido de mentira com outra. Era um casamento por contrato.

Não era um relacionamento de verdade.

Não havia amor.

Mas eu não podia negar que existia tesão, nada além disso.

Quando terminei o banho, Augusto já tinha ido embora. Me troquei e saí de casa.

Uma coisa que eu não tinha contado a ele era que minha irmã vinha insistindo todos os dias para que eu a visitasse. Apelava para todo tipo de chantagem emocional barata, e eu ignorava todas as mensagens.

Mas resolvi que estava na hora de um encontro, agora que, de certa forma, minha vida estava resolvida.

Como Karen estava de repouso, eu a visitaria na minha antiga casa. Era um desaforo, mas aceitei mesmo assim.

Quando passei pela portaria do meu antigo condomínio já podia imaginar a fofoca que a minha visita ia gerar.

Provavelmente me achariam uma trouxa.

Claro que eu queria mostrar que estava por cima. Tinha vestido uma roupa cara, colocado joias e o anel de noivado. O objetivo era esfregar na cara da minha irmã que eu estava melhor do que ela, que, ao roubar meu marido, tinha me feito um favor.

Quando saí do carro, não me surpreendi ao notar que a casa havia sido reformada. A pintura era outra, e o jardim da frente não existia mais.

Uma empregada veio abrir a porta. Por dentro, a casa tinha mudado tanto que eu mal a reconhecia.

Quando decorei aquele lugar, escolhi um clima retrô, com objetos que comprei em outlets e lojas de móveis rústicos e usados.

Karen, entretanto, optou por algo moderno e frio. Parecia mais uma clínica do que uma casa. Ela tinha eliminado completamente a minha existência dali.

E, pelo jeito, Carlos era um homem sem personalidade, não havia nada dele pela casa. Na verdade, nem antes existia.

Como não percebia essas coisas?

Karen estava deitada, recostada nas almofadas, a barriga grande agora está enorme. Parecia tão bonita como sempre, nem olheiras tinha.

— Que bom que você veio — disse ela.

— O que você quer? — perguntei sem paciência. Olhar para minha irmã me irritava; trazia lembranças dolorosas.

Capítulo 26. Irmãzinha querida 1

Capítulo 26. Irmãzinha querida 2

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