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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 311

"Camila"

— Decidimos mantê-la em coma induzido por enquanto para estabilizar a função renal e controlar a resposta inflamatória sistêmica…

O médico falava, mas eu não ouvia muito bem. Eram muitos termos técnicos; a única coisa que eu entendia era que Nicole estava em coma, haviam ocorrido algumas complicações e ela ainda não estava fora de perigo.

Uma semana havia se passado. César não explicou muito bem como fez a entrega do dinheiro para Viktor; disse que era melhor eu não saber, e não insisti. Eu não tinha ideia de quanto tempo levaria para ele sair do país. Na verdade, não sabia de nada, só tinha que confiar.

Mas, ali, falando com o médico, tive medo e desejei que Viktor fosse mais rápido. E se o pior acontecesse? Afastei da minha mente todos os pensamentos intrusivos, foquei na esperança e na fé. Nicole sairia dessa, ela tinha que sair.

Em uma semana, eu mesma já estava melhor. Em breve, tiraria os pontos e só ficariam as cicatrizes. Os planos para o casamento continuavam normalmente, com Isabella cuidando de tudo, enquanto eu vinha ao hospital regularmente, esperando alguma notícia boa, apavorada cada vez que o telefone tocava, com medo de receber alguma notícia ruim.

Lucy me acompanhava na maioria das vezes, e ficávamos ali, de vigia, ou ajudando o pai dela. O senhor já tinha certa idade, e eu tinha pena de deixá-lo sozinho.

César estava sempre ao meu lado, mas a vida seguia, e ele tinha a Lush e outros projetos para cuidar. Às vezes, me buscava no hospital no fim da tarde, insistindo para que eu descansasse um pouco, percebendo que eu estava cansada e com dor, mesmo quando dizia que estava bem.

Na sexta-feira, depois de sairmos do hospital, ele disse que precisava me mostrar uma coisa.

— É rápido — garantiu, enquanto dirigia pelas ruas já quase vazias.

Quando ele parou na rua de casa, achei estranho que pegasse uma chave e fosse abrir o portão do vizinho.

— Amor? O que você está fazendo? Essa é a casa do vizinho.

Ele demorou alguns segundos antes de responder, como se estivesse tentando encontrar as palavras certas.

— Eu comprei essa casa.

Virei o rosto imediatamente para encará-lo.

— O quê? Você comprou a casa do seu Valdir? Como assim? Eu nem sabia que a casa dele estava à venda.

Um sorriso discreto apareceu no canto da boca dele enquanto terminava de abrir o portão e me fazia sinal para acompanhá-lo.

— Depois que ele se aposentou, resolveu que queria ir embora, morar em uma chácara no interior. Um dia nos encontramos e começamos a conversar, aí o assunto surgiu. Eu disse que, se ele decidisse vender, eu estava interessado.

Fiquei olhando para ele sem reação, tentando entender.

— Mas… por quê?

Capítulo 105 1

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