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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 310

"Camila"

Viktor pediu para nos encontrarmos no apartamento de Nicole. César não estava nada feliz com aquilo, mas, pelo menos, não tinha levado a polícia junto. De certa forma, ele estava me dando o benefício da dúvida… ainda que parecesse disposto a retirá-lo em cinco minutos.

— Isso é loucura — ele resmungou mais de uma vez durante o trajeto.

Eu tinha visitado Nicole naquela manhã. Ela continuava estável, mas o quadro ainda era crítico. Nicole seguia lutando pela vida.

Entramos no apartamento seguindo as instruções de Viktor. Assim que passei pela sala, meus olhos caíram sobre uma foto de Nicole ao lado da irmã e do pai. Um aperto tomou meu peito. O senhor tinha vindo de outra cidade para visitar a filha no hospital, enquanto uma lutava entre a vida e a morte e a outra continuava desaparecida. A vida podia ser cruel demais.

A casa parecia vazia até Viktor surgir no corredor, saindo do quarto. Ele estava abatido, com olheiras profundas e a expressão cansada. César imediatamente assumiu uma postura rígida e alerta. Viktor fez o mesmo.

Eu já esperava aquilo. Mesmo sabendo que precisavam conversar, os dois claramente não confiavam um no outro. E, para ser sincera, eu também não confiava totalmente em Viktor. Mas, naquele momento, o foco precisava ser outro.

— Então você convenceu a Camila de que é um homem altruísta, e não um criminoso assassino — César começou, frio. — Só estou aqui porque ela insistiu muito. Então me dá um motivo para eu não chamar a polícia agora mesmo.

A tensão entre os dois parecia quase palpável.

— Eu não tenho que te convencer de nada — Viktor respondeu, a voz baixa e rouca, quase um rosnado.

Apesar do clima pesado, precisei conter a vontade de revirar os olhos. Os dois pareciam galos prontos para brigar, e o orgulho envolvido naquela conversa ameaçava destruir qualquer chance de entendimento.

— Se você quer dinheiro, então tem, sim, que convencer — César rebateu. — Acha mesmo que vou simplesmente te entregar dinheiro para fugir?

Viktor deu um passo à frente, pronto para retrucar, mas me coloquei entre os dois antes que aquilo piorasse.

— Chega. Vocês vão acabar chamando atenção falando desse jeito. Vamos conversar como pessoas civilizadas, por favor. — Olhei diretamente para Viktor ao dizer aquilo.

Ele respirou fundo antes de falar outra vez.

— Eu posso trazer a irmã da Nicole de volta.

César cruzou os braços, sem esconder a descrença.

— Como? Pelo que a Camila contou, você não quis ajudar enquanto estava aqui. Então por que agora acha que consegue?

O olhar de Viktor vacilou por um instante, carregado de culpa.

— Eu fui cretino, o lixo que você acha que sou, eu sei bem disso. Mas eu tenho uma foto, um nome… e contatos. Eu posso entrar em lugares onde a polícia não entra. Posso procurar em cada prostíbulo, cada esconderijo, cada lugar que eu conhecer… ou desconhecer. Ela está em algum lugar. E eu consigo encontrar, eu preciso encontrar, eu devo isso a Nicole.

— E acha mesmo que eu vou acreditar nesse discurso de homem em busca de redenção? — César retrucou. — Eu preciso de mais do que palavras. Por que agora? E por que eu colocaria minha reputação e a segurança da Camila em risco para ajudar alguém como você? Aliás… de quanto dinheiro estamos falando?

— Cem mil.

Viktor respondeu de forma simples, direta.

César soltou uma risada seca, incrédula.

— Não. Sem chance. A única coisa que talvez eu possa fazer por você é não chamar a polícia… desde que prometa nunca mais chegar perto da minha mulher.

Sentei-me em uma cadeira, cansada da tensão sufocante entre os dois.

Viktor ficou em silêncio por alguns segundos antes de voltar a falar, dessa vez em um tom mais baixo.

— Você invadiu um lugar armado para salvar a Camila. Tenho certeza de que, naquele momento, você não pensou na polícia, nem nas consequências. Você só queria trazê-la de volta para casa.

César não respondeu.

— Eu não posso salvar a Nicole — Viktor continuou, a voz rouca e sofrida. — Isso está além do meu alcance agora. Tudo o que posso fazer é esperar… e eu vou esperar. Mas quando ela acordar, a vida dela vai continuar destruída do mesmo jeito. E eu não consigo aceitar isso.

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