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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 272

"Camila"

Acordei com o coração acelerado e o corpo suado, depois de mais um pesadelo.

No primeiro dia, dormir ao lado de César tinha me ajudado, mas agora, sozinha no meu quarto, por mais que tentasse relaxar, meditar, tomar um chá calmante natural, não conseguia evitar acordar no meio da noite, achando que ainda estava presa.

Olhei o relógio, e ainda eram quatro e meia da manhã.

Quando voltei para casa depois do sequestro, foi difícil disfarçar para a minha mãe que nada tinha acontecido, que eu tinha apenas saído de casa para um encontro com César, que a dor de cabeça e a mancha arroxeada que ficou na minha testa ainda eram resultado do incêndio.

Minha mãe não era inocente, conhecia bem a filha que tinha. Sabia que havia mais na história do que eu estava contando, mas sabia também que não deveria insistir. No fim, ela confiava em mim, mas eu começava a achar que não deveria. Eu tinha sido sequestrada, poderia ter morrido, e ela não fazia ideia. Nem minha prima, só César. E agora eu tinha que carregar isso comigo.

Até o sol nascer e todo mundo da casa acordar, fiquei ali na sala, perdida em pensamentos, ainda tentando organizar como as coisas tinham chegado àquele ponto.

E, no meio disso tudo, tinha César. Depois de acordar ao lado dele, não conseguia parar de imaginar que, se a nossa história fosse um pouquinho mais fácil, talvez já estivéssemos juntos há tempos, planejando o futuro.

Na verdade, eu já nem conseguia entender por que a nossa história precisava ser tão difícil.

O telefone começou a vibrar insistentemente. Lucy me ligava sem parar e mandava mil mensagens para avisar que estava chegando e que precisava falar comigo com urgência.

Ainda nem eram sete da manhã.

Mal tive tempo de responder quando ouvi ela chamar no portão.

— Sua doida, está fazendo o que aqui a essa hora? — perguntei, abrindo o portão.

— Você não vai acreditar. Eu precisava vir pessoalmente para falar com você, nem eu acredito no que aconteceu ontem, depois que acordei, por um momento ache que tinha sonhado.

— Lucy, eu nem tomei café ainda e você não está falando coisa com coisa.

— O que aconteceu no seu rosto? — ela perguntou, preocupada.

— Nada demais, juro.

Lucy me olhou desconfiada, mas me seguiu para dentro de casa.

— Vamos para o meu quarto — falei, levando-a comigo.

Àquela hora, minha mãe estava na cozinha e Karen no banheiro com o filho.

— O que tem de tão urgente para falar que precisava vir a essa hora?

Lucy sentou na minha cama e começou a narrar uma história absurda, que envolvia o Red Rose, um lugar bem duvidoso, a possibilidade de ter visto Júlia — o que me deixou em alerta — e um salvamento envolvendo uma mulher misteriosa chamada Nicole.

— E então? Tenho certeza de que era ela, a Júlia. Essa mulher não presta. Se ela ainda está atrapalhando seu caminho, é o momento de usar isso, mostrar para César que ele é só mais um idiota e dar um pé na bunda dele por te fazer sofrer.

Lucy tomou fôlego, e eu não consegui falar nada. De tudo o que importava, era que ela tinha visto Júlia. Júlia estava por aí, andando como se não tivesse feito nada, o dano no rosto não tinha sido tão grave assim, uma pena, da próxima eu queria quebrar a cara dela.

— Camila? Linda? O que foi? Você ficou pálida?

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