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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 280

"Camila"

Assim que entramos no apartamento de César, fechei a porta atrás de mim e me virei para ele, sem conseguir conter a indignação que vinha crescendo desde que saímos do encontro com Nicole.

— Por que você não quer ajudar a Nicole?

César soltou um suspiro cansado, passando a mão pelo rosto antes de me encarar.

— Camila, você ouviu a história dela. Isso não é uma brincadeira. Estamos falando de tráfico humano, de gente pior que Viktor e Romeo… pessoas que matam sem pensar duas vezes. Você viu o que fizeram com você, e tudo isso começou porque eu me recusei a vender a Lush.

Dei um passo à frente, sem aceitar aquela justificativa.

— Justamente por isso ela precisa de ajuda. Nicole está mergulhada em uma missão suicida e, até agora, só teve sorte. Você sabe disso.

Ele me olhou com uma expressão dura, mas por trás da firmeza havia medo.

— Eu sei. Mas existe uma diferença entre ajudar e se jogar no meio desse inferno outra vez. Eu não posso colocar você em risco de novo.

Cruzei os braços, sentindo a irritação subir.

— Não tente me afastar, César, porque eu já estou no meio disso.

Minha voz saiu mais firme do que eu esperava.

— Você atravessou o mundo para salvar aquela vaca da Júlia, buscou ajuda sabe-se lá onde, enfrentou criminosos, fugiu com ela de um bando de bandidos… e ela nem merecia ser salva. Agora você tem dinheiro, contatos e sabe como essas pessoas agem. Então me explica por que não pode ajudar alguém que realmente precisa?

Vi o impacto das minhas palavras no rosto dele.

César desviou o olhar por um instante, como se eu tivesse tocado exatamente no ponto que ele tentava evitar.

— Porque eu não quero perder você — disse por fim, em voz baixa.

Aquela frase desmontou parte da minha raiva. Respirei fundo e me aproximei mais.

— Eu entendo o seu medo, César. Eu também tenho medo. Mas não consigo fingir que isso não é problema meu depois de ouvir o que Nicole contou. Eu não consigo simplesmente virar as costas.

Ele me observou em silêncio.

— Vou acionar meus contatos. Eles já estavam investigando o Viktor, então talvez consigam descobrir alguma coisa. Mas isso ainda é um tiro no escuro. Existem muitos grupos diferentes, e o homem que enganou a irmã dela pode nem ter ligação com Romeo ou Viktor.

Assenti devagar, tinha consciência de que era mais fácil achar uma agulha no palheiro.

— Eu sei.

Hesitei por um instante antes de fazer a pergunta que estava presa na minha garganta desde que saímos de lá.

— Você acha que a irmã dela ainda está viva?

O silêncio que se instalou foi pesado. César não respondeu de imediato e nem precisava.

— Se estiver viva… pode estar em uma situação muito difícil — disse, por fim. — E, sinceramente, eu nem gosto de imaginar.

Senti um aperto no peito.

Era a pergunta que eu não tive coragem de fazer diante de Nicole, mas sabia que ela pensava nisso o tempo inteiro. Ainda assim, ela continuava procurando respostas, mesmo que a verdade pudesse destruí-la.

Baixei o olhar para o anel em minha mão.

De repente, aquela joia, que deveria simbolizar felicidade, parecia deslocada em meio a tantos problemas. Não havia clima para comemorações, festa ou anúncios para a família.

Não enquanto Júlia continuava solta, Romeo ainda era uma ameaça e agora a história de Nicole se misturava à nossa.

— Eu vou ligar para o José — disse César. — Precisamos convencer a Nicole a pelo menos conversar com ele. Espero que ele consiga ajudar de alguma forma.

Sem dizer nada, tirei o anel do dedo. César me encarou confuso.

— O que está fazendo?

Segurei a joia na palma da mão, era um anel lindo.

— Quero esperar um pouco para contar sobre o noivado.

Ele me encarou, surpreso.

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