"Diana"
— Ele ainda vai casar com ela — falei para ninguém em particular, mas, para meu azar, minha mãe me escutou no momento que passava pelo corredor.
— É claro que vai casar. O Augusto é filho do seu pai, um exemplar perfeito dele; não acabará com um casamento por causa do seu joguinho, foi muito ingênuo da sua parte minha filha, achar que conseguiria fazer ele desistir de tudo por causa da de algumas fotos. E ele tem razão, essa corrida acabou antes de começar. Não sei por que você tenta. Seu pai um dia vai entregar a empresa para o César, quer ele ou não, ou para o Augusto, sem pensar duas vezes. Você nunca será considerada.
— Eu sou mais competente que os dois — respondi.
— Isso não importa, minha filha, o seu pai não vai colocar uma mulher na liderança da empresa ou do conselh, inclusive ele já tem planos para você, depois do casamento do seu irmão…
— Um casamento falso...
— A maioria dos casamentos são falsos — Minha mãe falou me cortando — Enfim, d oepois do casamento do seu irmão, seu pai acha que está na hora de você casar também. Você já tem trinta anos e seu pai acredita que o Oliver seria o marido ideal. É uma pena que você tenha terminado com ele, mas não tem problema vocês podem reatar.
— Não vou me casar com o Oliver. Ele é um idiota, sem educação e grosseiro.
— Ele é de uma excelente família, rico, estudou nas melhores escolas do mundo — ela rebateu.
— E nada disso adiantou muita coisa, ele é um lixo. O que meu pai quer é me usar como moeda de troca.
— Você sabe muito bem que não há o que discutir. Depois do casamento do seu irmão, seu pai vai pressionar. Já temos um jantar marcado com a família do Oliver para a semana que vem e espero que vocês se acertem.
Minha mãe saiu da sala, deixando-me com meus pensamentos. Meu pai nos comandava; César seguia todas as diretrizes sem questionar; Augusto era o único que ainda brigava e eu nem sabia por quê, já que o jogo dele estava ganho desde que nasceu.
Eu não me casaria com Oliver, nem deixaria que Augusto vencesse a guerra. Eu tinha que provar que era a melhor.
Augusto não me olhava na cara desde o dia em que mostrei as fotos para ele e essa nem era nossa pior briga, o que significava que talvez o casamento era mais verdadeiro do que eu pensava, caso contrário, ele não teria ficado tão furioso, o que significava que agora ele tinha um ponto fraco.
Mas a verdade era que eu tinha perdido a batalha e agora ainda tinha que aturar o Oliver.
Resolvi que era melhor esquecer do mundo, esfriar a cabeça antes da minha festa de aniversário e antes do casamento de Augusto, precisava resetar e pensar numa forma de escapar desse casamento.
Fui para a Lush, nada como beber, paquerar e dançar para esfriar a cabeça. E a noite terminaria maravilhosa se, para meu azar, não desse de cara com meu santo irmão César.
— O que você está fazendo aqui? — pergunteisem acreditar que o meu irmão mais velho todo certinho estava na balada no meio da madrugada — Irmãzinho, você tem um lado escondido, quem diria, sabia que você escondia alguma coisa.
— Não está na hora de ir para casa?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido