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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 64

Avisei o Icaro que não poderia ir para o escritório, e passei os últimos dias concentrada no acertando os últimos detalhes do casamento e me concentrando para o grande dia.

Augusto estava certo, era possível organizar um mega casamento em três meses, tendo dinheiro.

Não era uma festa grande em número de pessoas, a estimativa era de cem, mas o valor tinha sido alto. A festa e a cerimônia seria em um local caríssimo, com uma decoração elegante e clássica, em tons de branco e dourado.

Quando o dia chegou, Camila me encontrou no salão de beleza que faria meu dia de noiva. Lá estavam também a minha sogra, a avó de Augusto e Diana, além de umas primas que eu só conhecia de vista.

— Isa, cadê o sorriso radiante? — Minha prima perguntou. Eu estava sozinha com ela para tomar um banho de banheira com pétalas de rosas.

— Eu vou me casar com Augusto Salvatore.

— Sim, estamos aqui para isso.

— Não, você não está entendendo — falei baixinho para ninguém ouvir. — Eu vou me casar com Augusto, de verdade, para valer.

— Eu entendo, só não entendi qual é o problema. Eu vi de vocês dois juntos, parecem um casal apaixonado. Eu sei que ele era um cafajeste, mas ele mudou nos últimos meses ao seu lado.

— Você acredita nisso, que as pessoas mudam tão drasticamente quem elas são? Ele já era assim na escola.

— Eu sei, mas você vai ter que aprender a confiar, vai ter uma monte de gente para lembrar o passado dele, um monte de mulher querendo provar que ele não mudou. Infelizmente se você quer viver essa história com ele vai ter que aprender a confiar, ele vai ter que provar que mudou ou você vai ficar panoica.

— Ele nunca disse que me ama, nem nada do tipo. Eu também não disse. Somente declarações, promessas, mas nunca a palavra "amor". Quando a Karen apareceu com os papéis do divórcio, eu achei por um momento que a minha vida tinha acabado, e Augusto, de alguma forma, me trouxe de volta. E agora, parece que eu fico apaixonada a cada dia que passa, de forma cada vez mais intensa, e eu nem sabia que isso era possível. De repente, nem sei o que fazer com todo esse sentimento, e fico só esperando o momento que ele vai cansar de brincar de casinha e voltar para a vida mais interessante…

— Isabella, minha querida, essa cabecinha está fervilhando. Toma um gole de champanhe e relaxa. Eu sei que existe o risco de tudo isso acontecer, mas pode ser que não. Agora, nesse instante, pensa no seu casamento e não no futuro hipotético.

Eu tentei relaxar, tomei o banho de banheira, posei para fotos, recebi massagem relaxante, posei para mais fotos, mas ainda assim não conseguia relaxar. Camila, sempre ao meu lado, dando apoio, e eu nem conseguia ouvir as conversas ao meu redor. Quando meu cabelo e maquiagem ficaram prontos, eu estava belíssima. Só faltava o sorriso no rosto para completar.

Camila me ajudou a me vestir. Ela estava maravilhosa com o vestido vermelho, César provavelmente teria um colapso.

— Vou pegar os sapatos, já volto — Ela disse, me deixando sozinha.

— Nossa, finalmente te deixaram sozinha. Quanto grude com a noivinha! — Uma voz falou atrás de mim.

— Aline… o que você está fazendo aqui? — Perguntei surpresa com a aparição repentina.

— Achou mesmo que eu ficaria de fora? Que deixaria você casar com ele assim? Ou melhor, que deixaria o Augusto casar assim, sem nenhuma emoção, sem pagar por nada do que ele fez? — Aline falou, parecendo mais descontrolada do que nunca, fui em direção à porta, mas estava trancada.

— Se começar a gritar, eu acabo com esse lindo rostinho. — Ela tinha uma faca na mão e apontava para mim de forma ameaçadora.

— Aline… o que você quer? Se fizer alguma coisa contra mim, vai acabar com a sua vida, vai ser presa…

— E daí? Tem coisas que valem a pena.

— Mas você vai fazer isso por causa do Augusto, por causa de um fora? Ele não vai voltar para você assim.

— E quem disse que eu quero Augusto de volta? Eu quero apenas que ele sofra um pouquinho, sabe? Como pode enganar todo mundo e depois casar e ser feliz assim, sem nenhum castigo? Ele disse que eu era especial, sabe como ele é, né? Ele sabe te encantar com as palavras. O jeito que te come é uma coisa, que te deixa refén, querendo mais. E depois ele te ignora, foi assim com todas, menos com você...

Eu não tinha percebido que estava sangrando, tinha algum corte na testa.

— Mas não tem a menor condição de realizar o casamento. Vou avisar que vamos adiar. — Era a minha sogra falando com uma voz calma demais para a situação.

— Não! Eu vou me casar, só preciso me ajeitar. — Tentei levantar e quase não consegui. — Não vou deixar aquela vaca destruir o dia do meu casamento.

— Isabella, pensa bem…

— Não, eu vou…

— Minha filha, consegue casar? — Perguntou a avó de Augusto, que também tinha chegado na sala.

— Consigo — falei com firmeza.

— Tudo bem. Ursula, busque um médico. Tragam uma equipe aqui. Acho que você vai precisar de um banho, refazer o cabelo e o penteado e, claro, de um novo vestido. Você, minha linda, consiga agora um vestido de noiva que caiba nela. E alguém avise Augusto que o casamento vai atrasar um pouco e, pelo amor de Deus, não falem o que houve, ou ele vai vir aqui.

A avó simpática era, na verdade, uma senhora que sabia mandar. Ninguém perguntou ou questionou nada, e todo mundo se mexeu para obecer aos comandos.

Camila me ajudou a ir de novo para o banheiro. Quando me vi no espelho, estava um bagaço, descabelada, com um machucado na lateral da cabeça que eu nem sabia de onde tinha vindo, e o vestido que escolhi não passava de um trapo rasgado.

— Você tem certeza de que quer continuar? O mundo não vai acabar só porque decidiu adiar o casamento.

— Tenho absoluta certeza. Hoje vou me casar com Augusto Salvatore.

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