"Diana"
Augusto tinha, de fato, casado. E o pior era que o casamento era real. A coitada estava emocionada e meu irmão, com cara de idiota, olhava para os dois tentando entender como aquilo tinha acontecido.
Agora ele conseguiria tudo que tinha planejado. Provavelmente, em um ano — que era o máximo que esse casamento duraria, eu tinha certeza — por mais que no momento ele parecesse apaixonado, duvidava que manteria essa vida para sempre.
— Oi, amor — Oliver surgiu não sei de onde, exibindo um sorriso cínico no rosto que ainda estava machucado. Era muita ousadia vir ao casamento da pessoa que quebrou o nariz dele.
Tinha passado a festa me esquivando de encontrar com ele e agora estava distante de todo mundo, perto do corredor da saida de incêndio, onde quase ninguém podia nos ver direito.
— Já disse para não me chamar assim.
— Querida, nós vamos nos casar em breve, em uma festa melhor que essa, com certeza. Não vou querer nada tão simplório no meu casamento.
Ouvir Oliver falando me embrulhava o estômago. Não tinha a menor condição de casar com esse homem. Me virei para ir embora, de preferência daquela festa e de tudo.
— Onde você pensa que vai? — Oliver segurou meu braço furioso. — Acha que pode dar as costas pra mim? Você acha que é melhor que eu? Você vai casar comigo querendo ou não, e vou te mostrar quem manda. Mulher minha não vira as costas quando eu estiver falando!
— Me solta…
— Não! Você vai voltar, colocar um sorriso nesse rosto bonito e mostrar para todo mundo que é minha! — Ele disse, segurando meu braço com força suficiente para deixar uma marca. Tentei me soltar, mas ele era mais forte.
— Acho que ela não quer ir com você. Por que você não solta a moça e volta para o buraco de onde saiu? — Um homem mais alto que Oliver apareceu. Eu não sabia quem era. Usava um terno preto, tinha o cabelo comprido preso em um coque e era muito bonito. Mas, no momento, olhava para Oliver com puro desprezo.
— Isso não é da sua conta.
— É da minha conta sim. Ou você larga ela, ou vou terminar o trabalho que começaram no seu rosto.
O homem era mais alto e parecia mais forte do que Oliver, que analisou a situação, provavelmente lembrando do soco do meu irmão. Por fim, me soltou. Ele podia fazer um escândalo, mas não ia querer apanhar de novo.
— Depois a gente conversa — disse, se afastando.
— Tudo bem? — o estranho perguntou.
— Tudo, obrigada. — Virei de costas e fui para a saida de emergência que dava para o estacionamento.
Senti um embrulho no estômago e lagrimas se formando nos meus olhos, odiava chorar, ainda mais na frente de estranhos.
— Ei, ele te machucou? — O homem veio atrás de mim.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido