— Vem, vamos tirar as fotos — Camila pegou a minha mão e me levou para o local onde todos os padrinhos e os noivos eram organizados para a sessão de fotos.
Eram muitas fotos, uma sessão interminável, mas eu só conseguia pensar em como ela estava perto, rindo feliz com a prima. Camila era leve, ria, conversava, fazia amizades com desconhecidos de forma descomplicada, era uma mulher livre.
Quando finalmente acabou, fomos liberados. Alguns parentes e amigos vieram me parabenizar por meu irmão ter finalmente tomado jeito na vida, mas eu só conseguia acompanhar Camila com o olhar. Ela se sentou em uma mesa com a mãe e algumas pessoas que eu não conhecia.
Eu não tinha uma desculpa boa o suficiente para ficar na mesa dela, e minha mãe logo surgiu para falar, e falar, e falar com mais parentes e amigos, o que era pior que a sessão de fotos.
Isabella e Augusto passaram cumprimentando a todos com um sorriso no rosto. Pareciam realmente felizes. Isabella estava deslumbrante, e se não fosse o Augusto sempre colado nela, os homens não teriam a menor vergonha de olhar.
Diana não estava com humor para aquela coisa toda. Se mantinha distante, olhando de longe, provavelmente amaldiçoando o irmão e fugindo da família de Oliver, que exibia um curativo no rosto e ainda tinha coragem de sorrir, mas tinha a decência de se manter longe do caminho do Augusto.
— Você podia disfarçar um pouco — falou Diego se aproximando. — A baba tá quase escorrendo até a mesa dela. Seu par realmente é um mulherão…
— Você não tem que correr atrás da Carla?
— Ela está com umas primas que não via há muito tempo. Devem estar colocando a fofoca em dia, ou comentando sobre o Augusto. De qualquer forma, preciso visitar meus parentes com mais frequência e descobrir quem colocou poção do amor na água dos Salvatore. Augusto casando, você com cara essa cara de besta.
— Não é nada disso.
— Conta outra! Você está com os olhos vidrados nela, mais um pouco achei que pegaria o cerimonialista emprestado e casava ali mesmo.
— Claro que não, não temos nada. Só amizade.
— Amizade da parte de quem? Da sua não é. E se você não tomar uma atitude, aquele bonitão ali vai tomar…
Diego apontou para um cara alto, acompanhado de uma menina que só podia ser filha dele. Ele cumprimentou Camila e a mãe e sentou com elas, rindo, íntimos.
Um cara livre. Coisa que eu não era.
Foi imprudente da minha parte, mas deixei Diego falando sozinho e caminhei até a mesa de Camila.
— Acho que não fomos apresentados. Sou o César, irmão mais velho do noivo — falei, me apresentando.
— Prazer, sou a Teresa, mãe da Camila. Vocês são uma família de homens bonitos.
— Mãe!
— Obrigado pelo elogio. Tem mulheres lindas na sua família também.
Teresa riu e Camila revirou os olhos.
O homem me estendeu a mão, que apertei firme, era um pouco escroto da minha parte bancar o macho alfa, mas não consegui evitar e ele percebeu.
— Ícaro e essa é a Valentina, minha filha.
— Senta com a gente! — Camila puxou uma cadeira.
— Estão gostando da festa? — Era uma pergunta boba, mas não sabia sobre o que falar.
— Muito! Eu nunca tinha ido a um casamento — respondeu Valentina, empolgada. — A Isabella está linda e o marido dela parece um artista de tão bonito!
Camila e a mãe riram. Eu analisava o cara. Se estava ali sozinho com a filha, provavelmente não tinha mulher ou namorada.
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Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido