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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 7

"Augusto"

Quando vi a Isabela na Lush, limpando o chão da área VIP, tive certeza de que ela era a pessoa certa para o meu plano. Isso sem nem saber do divórcio, na verdade, eu nem sabia que ela tinha se casado.

Isabela era a menina doce da escola, a única que não tinha caído na minha conversa. Como eu já tinha certa fama, ela passava bem longe exceto por uma única vez, um momento escondido que virou um segredo nosso.

Quando me contou, sobre o divórcio e a irmã, pude sentir toda a raiva e amargura que vinha se acumulando ali dentro. Imagiva que alguma coisa muito ruim tinha acontecido para acabar limpando chão em uma balada, mas a própria irmã a traiu e permitiu que isso acontecesse.

Isabela sempre fora uma menina feliz e sorridente, mas a mulher à minha frente estava em pedaços, sem brilho no olhar, carregando apenas a apatia de quem aceitou a derrota da vida. Gostei quando disse que queria vingança, aquilo era um sopro de vida dentro dela e eu tinha a intenção de ajudar no que fosse necessário.

Com vingança eu sabia lidar e podia ajudar. Seria uma troca justa.

Eu não queria prejudicar Isabela, por isso o contrato. Do jeito que o ex-marido a deixou, não era justo pedir que fosse minha esposa e não recebesse nada em troca, claro que não tinha intenção de pedir que dormisse comigo, eu não era um canalha, teria que ser discreto caso quissesse sexo, o objetivo era criar uma fachada de marido fiel.

Chamei Danilo, meu gerente de segurança corporativa e amigo pessoal.

— Preciso de um favor, mas será necessário que fique em sigilo — disse quando ele entrou.

— Claro, qual é a questão?

— Preciso que investigue um tal de Carlos Silva. Ele é dono da empreiteira Fiorentino, foi casado com Isabela Fiorentino, filha do dono, e atualmente a trocou pela irmã.

— Sério? Que filho da puta — resmungou Danilo, anotando os dados.

— Não apenas isso. Pelo que entendi, ele ficou com a casa, com a empresa e até com o carro.

— Golpe?

— É o que quero descobrir. Quero saber como ele fez isso, toda a história. Mas que fique entre nós.

— Sem problemas. Vou passar um pente fino nesse cara,

O casamento, em tese, me abriria portas para ingressar no conselho administrativo e, quando chegasse a hora, ocupar o lugar do meu pai como presidente da SEG29. Claro, eu ainda teria de disputar com meu irmão mais velho, César, mas ele não tinha chance. Faltava-lhe garra para aguentar o tranco.

Minha adversária era Diana, minha irmã, ela sim era implacável e queria o cargo tanto quanto eu.

Meu irmão César entrou na minha sala como se advinhasse meus pensamentos. Ele era o filho mais velho, Diretor Financeiro da SEG29. O bom filho. O perfeito. Seguia todas as regras, era certinho, tão certinho que não precisava se casar para conseguir o cargo no conselho administrativo. Ninguém duvidava da sua capacidade ou responsabilidade.

Danilo saiu da sala quase correndo, ninguém gostava de ficar no meio das nossas discussões.

Capítulo 07. Uma esposa perfeita 1

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