"Augusto"
O motorista e os seguranças me olhavam assustados, mas eu não ligava, como aquelas pessoas com treinamento tinham perdido de vista a Isabella?
John chegou à minha sala logo em seguida.
— Como isso aconteceu? Como você contrata esse bando de incompetentes para acompanhar a minha esposa?! — explodi.
— Peço desculpas, mas temos que considerar que ela quis fugir — John mantinha a postura calma. — Sua mulher saiu correndo, entrou num ônibus e desligou o celular.
— Mas é função de vocês garantir que uma coisa assim aconteça. Ela conseguiu fugir e desaparecer debaixo do nariz desses incompetentes. Já faz três semanas desde o desaparecimento da Karen, se alguma coisa parecida acontecer com a Isabella sua equipe vai ser responsabilizada criminalmente.
— Augusto, eu sei que é um momento dificil — disse John, contido. — Estamos fazendo o máximo para descobrir para onde ela foi. O que sabemos até agora é que recebeu um telefonema rápido, depois correu atravessando a padaria, entrou em um ônibus apenas para despistar, desceu em outro ponto e foi até o terminal. Ainda estão verificando qual ônibus ela pegou, mas tudo indica que foi para longe, possivelmente fora da cidade, com certeza é algo relacionado à irmã.
— Mas por que não avisar a polícia? Por que ir para algum lugar que ninguém sabe onde? — não consegui acreditar que Isabella tivesse feito isso.
— Na minha opinião — respondeu John —, seja lá quem a contatou, não podemos excluir a hipótese de ter sido a própria irmã. Pediu que ela fosse sozinha, provavelmente por medo e ela tomou a decisão de ir sem avisar.
— E aquele infeliz do marido dela? — comentou César. — Não pode ser coincidência que, logo depois de falar com ele, isso acontecesse.
— Pensei a mesma coisa. Fomos falar com ele, ficou nervoso e negou tudo. Havia uma mulher trabalhando lá no momento, chamada Daniela. Ela disse que ouviu vozes alteradas, mas nada específico. Pelo que apurei, o Carlos não explicou o motivo da visita, apenas que a Isabella exigiu a devolução da empresa e da casa. — Fitei a sala, tentando juntar as peças, o que ela tramava.
O que uma coisa tinha a ver com a outra? O que Isabella estava aprontando, por que não falou comigo?
— O que está acontecendo? — César entrou na sala preocupado. Os fofoqueiros da empresa com certeza foram avisar que alguma coisa acontecia na minha sala.
— A Isabella fugiu — respondi. — Recebeu um telefonema, despistou os seguranças e sumiu.
— Caramba — disse César. — Preciso avisar a Camila; talvez ela receba alguma pista. Será que a irmã mandou mensagem?
— Essa é a hipótese mais provável. — John olhava para o celular. — Estou aguardando confirmar qual ônibus ela pegou.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido