Ainda me sentia fraca e estranha. Mas eu não podia ficar de repouso para sempre, não com tanta coisa acontecendo. Augusto tinha pedido para um restaurante entregar comida, já que não cozinhava tinha um tempo, ele pediu tudo que fosse nutritivo e saboroso.
Eu precisava comer direito, dormir, caso não quisesse ter outro colapso.
Depois da briga entre nós e da minha situação de saúde, as coisas se acalmaram entre nós, ele não tocou mais no assunto, e eu também não discuti.
Karen, em dois dias, já parecia outra pessoa, quase voltando à aparência de antes. Ainda estava preocupada com Carlos e passava o dia entre a sala e o quarto.
Eu não tinha comentado com ela ou com Augusto sobre minha última conversa com Carlos, o ultimato que dei, e ainda esperava uma resposta dele. Agora, com Karen ao meu lado, pretendia ir com tudo para cima dele e daquela família.
Mas, para minha surpresa, foi ele quem me mandou mensagem, avisando que queria conversar no escritório. Antes eu pretendia arrancar dele uma resposta; agora, com Karen comigo, meu objetivo era acabar de vez com Carlos, poderia ignorar o pedido, mas fui mesmo assim.
Eu não era ingênua a ponto de imaginar que Augusto não saberia desse encontro. Ele tinha trocado o motorista e os seguranças, e eu tinha certeza de que ele seria atualizado de cada passo meu.
Sem contar nada para minha irmã sobre quem eu encontraria, apenas disse que tinha algumas coisas para resolver.
Carlos me encontrou na recepção do escritório e, assim que cheguei, me entregou dois envelopes.
— A sua empresa e a casa. Claro que ainda faltam algumas coisas e conversar com os advogados, mas o processo já está em andamento. Parabéns, conseguiu o que queria — disse ele, seco.
Eu finalmente tinha conseguido uma pequena vitória, recuperar o que era meu, mas isso não era o suficiente ainda, eu queria mais.
— Ainda não consegui o que eu queria. Falta te destruir de vez.
— Sério? Pra quê isso? Não era isso que você queria? A casa, a empresa... até a irmãzinha eu sei que conseguiu de volta.
Então ele sabia que Karen estava na minha casa.
— Ela passou um mês se escondendo de você.
— Uma história bem comovente. Tenho certeza de que ela te convenceu direitinho.
— Você acha que vai sair impune depois de tudo? — Agora que sabia quem era o meu ex-marido de verdade e ele não escondia mais a personalidade, não entendia como pude ter amado esse homem, como fui casada por tantos anos sem perceber quem ele era.
— Bela, minha querida... ainda com esse papo? O que você tem contra mim? Imagino que vai pagar um advogado para a sua irmãzinha se divorciar. Está perdendo tempo, não precisa gastar tanto dinheiro assim. Claro que vamos nos divorciar. Mas não se preocupe, com a Karen eu me acerto.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido