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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 211

Capítulo 211 — Linhas Inegociáveis

Sara Olsen

— Nossa… — Henry disse com naturalidade e ternura. — Lembra quando te dei aquela carona pela primeira vez, quando a gente mal se conhecia, e eu brinquei dizendo que te emprestava a minha família porque você se sentia sozinha no mundo?

Uma onda de calor e emoção subiu pela minha garganta.

— Lembro...

— Pois as coisas mudaram, Sarinha — ele ergueu o rosto, sustentando o meu olhar com uma ternura tão profunda que parecia transbordar. — Agora eu não estou mais te emprestando nada. Eu estou te dando a minha família inteira de presente. E com uma condição inegociável: eu não aceito devolução.

As lágrimas escaparam dos meus olhos sem que eu pudesse conter. Para qualquer outra pessoa, aquilo poderia soar como uma frase de efeito ou uma brincadeira carinhosa de casal, mas para mim, que cresci desamparada, que vi a minha mãe partir cedo e que carreguei o peso de uma família desfeita nas costas por anos a fio, aquelas palavras tinham o peso de um porto seguro.

Segurei o rosto do Henry com as duas mãos trêmulas, colando a minha testa na dele enquanto as lágrimas molhavam as minhas bochechas.

— Eu te amo tanto... Meu Deus, eu te amo demais.

Ele sorriu, roçando a ponta do nariz no meu e me dando um selinho estalado.

— Eu te amo infinitamente mais, minha vida. Agora come tudo, que o nosso garotão aí dentro precisa de energia.

— Ou garotinha! — retruquei rindo entre as lágrimas, limpando o rosto com o dorso da mão.

Terminamos o café da manhã entre risadas, trocas de carícias e pequenas disputas sobre os nomes do bebê. A cada minuto ao lado dele, a sensação de que a minha vida finalmente tinha entrado nos eixos se tornava mais real.

Depois que terminamos, deixamos a bandeja de lado e eu me levantei para ir ao banheiro. O corpo ainda pedia um banho morno para despertar de vez.

Liguei o registro do chuveiro, e a água quente começou a cair em uma cascata relaxante, embaçando o vidro do box em segundos. Despi a camisola e dei o primeiro passo para dentro do jato morno, fechando os olhos enquanto a água lavava o meu cansaço.

Não se passaram nem dez segundos até que ouvi a porta de vidro deslizar suavemente.

Henry entrou no box. Ele já estava completamente nu, a água batendo contra os ombros largos e escorrendo pelos músculos definidos do abdômen e das costas. Ele não disse uma única palavra; apenas veio até mim com aquele olhar azul predatório e ao mesmo tempo protetor que sempre fazia as minhas pernas amolecerem.

Ele me puxou com delicadeza pela cintura, colando o meu corpo ao dele sob a água quente. Minhas costas encostaram no azulejo aquecido, e as mãos grandes do Henry subiram pelas minhas costelas com uma lentidão deliciosa, espalhando a água e o calor pela minha pele.

— Você é linda demais, Sara... — ele sussurrou com a voz embargada pelo desejo, descendo a boca até a minha garganta.

Ele distribuiu beijos quentes e mordiscos suaves pelo meu pescoço, descendo pelo colo e cobrindo os meus seios com carícias firmes e ritmadas. Soltei um gemido sôfrego, cravando as unhas nos ombros molhados dele. A intensidade entre nós sempre era imediata, uma atração magnética que a gravidez parecia ter elevado à máxima potência.

Henry segurou uma das minhas pernas, erguendo-a devagar pela lateral do seu quadril. Ele sustentou o meu peso com um dos braços firmes na minha lombar, protegendo o meu ventre de qualquer impacto contra o azulejo, e me penetrou em uma estocada suave, profunda e certeira.

Um lamento manhoso e arrastado escapou da minha garganta, abafado pelo som da água caindo ao nosso redor. Henry fechou os olhos por um segundo, respirando fundo contra o meu ouvido para controlar o próprio ritmo, antes de começar a se mover dentro de mim. Os movimentos dele eram calculados, cheios de uma força contida que me levava à loucura sem nunca me machucar.

O atrito das nossas peles molhadas, a respiração dele entrecortada no meu pescoço e a sensação de preenchimento absoluto fizeram o meu baixo ventre arder em ondas crescentes de prazer. Envolvi o pescoço dele com os dois braços, beijando a sua boca com desespero, entregando cada pedaço de mim àquele ritmo hipnotizante.

Não demorou para que os espasmos me atingissem em cheio. Apertei o corpo contra o dele, tremendo inteira sob a água enquanto o clímax me arrebatava em um gemido longo e entregue. Sentindo o meu corpo desmoronar em seus braços, Henry soltou um grunhido rouco e acelerou o ritmo por mais alguns segundos até se derramar por inteiro dentro de mim, colando a testa na minha enquanto recuperávamos o fôlego sob a ducha morna.

O banho terminou com calma, entre carinhos doces e beijos no topo da minha cabeça.

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