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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 3

Capítulo 3 — Não era o mesmo homem

Victoria Clark

As mãos dele em minha cintura pareciam marcar a minha pele através do tecido fino do espartilho. Eu tentei empurrar os ombros largos de Adrian, juntei as poucas forças que me restavam para apoiar as palmas das mãos contra o peito dele, mas era como tentar mover uma parede de concreto.

— Para... Adrian, para — o protesto saiu fraco, sufocado pelo hálito quente dele que descia pelo meu pescoço.

— Eu tentei — ele murmurou contra a minha pele, a voz tão rouca que parecia vibrar dentro do meu próprio peito. Os olhos dele me encararam, nublados pela névoa daquela substância, mas fixos em mim com uma possessividade assustadora. — Eu juro que tentei passar direto por você. Mas eu não consigo respirar, porra.

O palavrão saiu baixo, uma confissão de derrota que me pegou desprevenida. O homem implacável que tinha me olhado como se eu fosse lixo duas horas atrás estava ali, desarmado, implorando com os olhos por algo que ele claramente não entendia.

Antes que eu pudesse raciocinar, ele segurou meu rosto com as duas mãos. O toque não foi bruto como antes; os dedos dele acariciaram a linha do meu maxilar com uma urgência trêmula. Quando seus lábios cobriram os meus novamente, a resistência que eu tentava sustentar ruiu. O desespero da ligação do hospital, o medo de perder minha tia, a solidão esmagadora que eu carregava há anos... tudo sumiu, engolido pelo calor da boca dele.

Eu cedi. Meus dedos se enroscaram nos cabelos escuros da nuca dele, o puxando para mais perto enquanto o som da chuva finalmente começava a estalar no asfalto do beco.

Adrian soltou um gemido baixo, um som de aprovação que me arrepiou inteira. Ele abriu a porta traseira do carro com um movimento rápido, sem quebrar o beijo por um segundo sequer, e me puxou para dentro com ele. O espaço do banco de couro cheirava a luxo e isolamento. O motorista não estava lá; éramos apenas nós dois e o som da tempestade do lado de fora.

As mãos dele eram ágeis. O espartilho que me sufocava a noite toda foi aberto com uma facilidade que me fez soltar o ar dos pulmões de uma vez. Quando a pele dele tocou a minha, direta e sem barreiras, meu corpo reagiu com um espasmo de pura eletricidade. Ele desceu os beijos pelo meu pescoço, pela linha da minha clavícula, mapeando cada centímetro meu como se estivesse faminto.

— Você está queimando — sussurrei, sentindo o suor leve em sua testa quando ele voltou a erguer o rosto sobre o meu.

— É você, garçonete — ele respondeu, os olhos azuis focados na minha boca. — Você está fazendo isso comigo.

— Victoria, meu nome é Victoria.

Adrian deu um sorriso de canto. Havia uma intensidade ali que me assustava, mas o desejo era um incêndio que já tinha saído do controle. Quando a mão dele subiu pela minha coxa, tateando a barra da saia curta, um lampejo de pânico me trouxe de volta à realidade por um milésimo de segundo. Eu segurei o pulso dele.

— Espera... Adrian, por favor. Vai devagar.

Ele parou instantaneamente. A respiração dele estava ofegante, os ombros subindo e descendo, lutando contra o próprio impulso que a bebida tinha amplificado. Ele me encarou, tentando decifrar o medo nos meus olhos.

— O que foi? — a voz dele saiu mais suave, um sussurro rouco e estranhamente protetor.

Capítulo 3 — Não era o mesmo homem 1

Capítulo 3 — Não era o mesmo homem 2

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