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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 19

“Liz Bianchi”

Voltar à empresa após o casamento está sendo estranho.

É como se eu tivesse mudado da noite para o dia, como se carregar o sobrenome Bianchi me transformasse numa pessoa completamente diferente.

Agora, após o almoço, tento novamente ignorar os mesmos olhares que me receberam pela manhã.

Mas, no fundo, nem posso culpá-los. Em uma empresa que sempre teve os Bianchi como rivais, ver a filha do dono carregando esse sobrenome deve parecer uma traição.

Respiro fundo antes de entrar na minha sala, mas mal abro a porta e sou recebida por um abraço quase sufocante.

— Finalmente! — Giulia exclama, me puxando para dentro e fechando a porta atrás de nós. — Já estava quase enlouquecendo de ansiedade.

— Estou vendo — respondo, deixando a bolsa sobre a mesa. — Para estar aqui na sua folga…

— Eu não ia esperar até amanhã para saber! Agora comece a contar: como foi a noite de núpcias?

— Não aconteceu nada, Giu — minto, evitando seu olhar enquanto me sento na cadeira.

Ela arqueia uma sobrancelha, claramente desconfiada, e se senta na beira da minha mesa.

— Nada? Sério? Nem um beijinho? Nem uma mãozinha boba?

O calor sobe pelo meu pescoço ao lembrar do beijo intenso, das mãos de Ettore explorando minhas costas nuas, do desejo nos olhos dele… antes de recuar.

— Aconteceu… algo — admito. — Mas ele deixou bem claro que foi um erro. Um que não vai se repetir.

— Aquele idiota, filho da mãe — resmunga, indignada. — E agora? Como fica esse… acordo?

— Do jeito que era para ser: continuamos nossas vidas — respondo, abrindo minha pasta de desenhos. — Ele com as empresas dele, eu com as minhas criações.

— Sabe que ele também é dono de 30% desta empresa agora, né? — comenta, fazendo uma careta. — Quase nosso chefe.

— Sim, obrigada por me lembrar.

Conversamos mais alguns minutos, até que, finalmente, a ruiva se despede e sai para aproveitar o restante da folga.

Por algum tempo, finalmente consigo me desligar de tudo, focando apenas nos meus desenhos. No entanto, poucas horas depois, uma batida à porta interrompe minha concentração.

— Entre — digo, sem tirar os olhos do esboço.

A porta se abre e, pelo reflexo no vidro da mesa, vejo meu pai entrando. Meu corpo se tensiona automaticamente.

— Oi, filha. Só consegui um tempo agora — ele diz, com um tom falsamente casual. — Como foi o resto do fim de semana?

— Ótimo, pai — respondo, sem me dar ao trabalho de olhá-lo. — Obrigada por perguntar.

— Como estão seus projetos para a próxima coleção?

Finalmente, levanto a cabeça, encarando-o com uma calma que eu definitivamente não sinto.

— Desde quando se interessa pelos meus projetos?

— Sou o presidente desta empresa, Liz. Claro que me interesso pelo que desenhamos.

— Interessante — comento, sarcástica. — Porque desde que me formei, você não apareceu em nenhuma apresentação das minhas coleções. Nem mesmo quando ganhamos o prêmio de inovação no ano passado.

19. A Verdadeira Razão 1

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