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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 70

“Ettore Bianchi”

Dois dias. Um prazo quase impossível para qualquer equipe, quanto mais para uma mulher que, na visão de alguns que estão aqui, só ocupa esse cargo por ser minha esposa.

Mas ali está ela, firme, olhos fixos nos papéis à sua frente, fazendo o que poucos fariam: encarar o desafio sem medo.

E isso me deixa mais orgulhoso do que deveria admitir.

Não por ela ser minha mulher, mas porque, apesar do pouco tempo e da pressão absurda, ela tem algo que nenhum outro designer dessa empresa tem: garra e autenticidade.

E, claro, a ousadia de quebrar as regras.

— Reunião encerrada — falo, antes que Paolo abra a boca de novo e eu tenha que mandar calar em três idiomas diferentes.

O Sr. Takeshita faz um aceno respeitoso e se levanta junto da tradutora. Quando todos começam a sair, continuo sentado, observando Liz recolher os papéis com uma rapidez admirável.

Ela nem me olha, como se estivesse calculando mentalmente cada segundo até a apresentação.

— Dois dias, Ettore? — ela solta, finalmente me encarando. — Você tem noção da loucura que é isso?

— Tenho. E também tenho certeza de que você vai se sair bem — respondo, me levantando com calma. — Me avise do que precisar. Estou à disposição.

— Obrigada — diz, claramente surpresa com meu apoio. — Vou falar com a Giulia e começamos agora.

Assinto, recolhendo minhas coisas antes de sair em silêncio. Ficar perto dela está ficando cada vez mais torturante.

Não porque eu não goste, mas porque tudo em mim quer provocá-la até ela perder o controle.

Até ela ceder.

Até acabarmos exatamente onde paramos na sexta-feira.

— Estou ficando louco — murmuro no elevador. — Liz continua sendo a porra de um vício.

Respiro fundo, tentando afastar a imagem dela da cabeça, e sigo para minha sala.

Fecho a porta, tiro o paletó e tento focar no que importa.

Mas, claro, sossego não dura.

— Então entregou o projeto Takeshita para Liz? — Max aparece na minha sala do jeito que só ele faz, sem nem bater.

— As fofocas continuam voando mais rápido que cavalo selvagem nessa empresa. — Suspiro, largando a caneta. — Não entreguei. Foi exigência dele.

Max me observa por um momento com aquele olhar analítico que sempre me irrita.

— Isso é arriscado, Ettore. Se ela falhar, o conselho…

— Ela não vai falhar — corto, convicto.

— Uau — ele ergue as sobrancelhas. — Isso foi quase um elogio.

— Liz é talentosa, não posso negar — rebato, tentando soar indiferente. — Mas esse projeto é importante. E o Sr. Takeshita não é exatamente conhecido pela paciência. Se ele quer assim, que seja.

Max me encara, não como quem acredita no que eu disse, mas como quem está prestes a soltar um “já está virando a cadelinha da esposa”. Finjo que não vejo.

— E o resto do fim de semana? — pergunta, mudando de assunto. — Nossa brilhante estratégia de fingir estar mais bêbado do que realmente estava… deu certo?

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