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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 78

Meu corpo age antes que minha mente possa processar. Me solto da mão de Giulia antes que ela possa me impedir e caminho em direção a Isabella.

— Liz, não — ela sussurra atrás de mim, mas não paro.

Quando Isabella me vê se aproximando, rapidamente enxuga as lágrimas e endireita a postura, tentando recuperar a arrogância habitual.

— Você está bem? — pergunto, parando à sua frente.

Por um momento, a máscara vacila e os olhos se enchem de lágrimas de novo. Ela parece uma menina perdida, não a mulher calculista que conheço.

— Eu… — ela começa, com a voz trêmula, antes de passar a mão pelo rosto. — Estou bem.

— Não parece — insisto, tocando seu ombro. — Quer conversar sobre o que aconteceu?

E então, como um interruptor sendo acionado, a Isabella que conheço volta com força total. Ela afasta minha mão como se o toque a queimasse.

— Não é da sua conta — rebate, erguendo o queixo. — E não preciso da sua piedade.

— Não é piedade — retruco. — É só… preocupação básica de um ser humano para outro.

— Me poupe — ela solta uma risada amarga, ajeitando a bolsa no ombro. — Você não se importa comigo. Está aqui para se sentir superior. Para provar que é uma pessoa melhor do que eu.

— Isabella, eu só queria…

— O quê? Me ajudar? — Ela me corta, o veneno já está de volta à voz. — Não preciso de ajuda, garota. Especialmente de alguém que roubou o lugar que era meu por direito. Eu deveria ser a Sra. Bianchi, não você!

Ela passa por mim, batendo o ombro de propósito, antes de seguir em direção ao elevador.

Fico parada, encarando o espaço vazio onde ela estava, ainda tentando processar a mudança brusca de comportamento.

— Te disse para não se intrometer — Giulia diz, se aproximando com aquele tom clássico de “eu avisei”.

— Fiz o que achei certo — respondo, dando de ombros. — Mas devia ter imaginado que a Isabella seria… bem, a Isabella.

— Uma cobra continua sendo cobra, mesmo quando está ferida — comenta, me puxando em direção ao carro. — Anda, vamos almoçar. Você precisa de comida, e eu preciso de fofoca sobre essa nova versão do Ettore menos idiota.

Reviro os olhos, mas a sigo, tentando não pensar na expressão vulnerável que vi no rosto de Isabella por aqueles breves segundos.

Apesar de ela ter agido como um animal selvagem, no fundo, não me arrependo de ter oferecido ajuda.

Mas algo me diz que tem mais por trás daquela cena do que ela deixou transparecer.

[…]

O resto do dia passa rapidamente, resumido em parabenizações, telefonemas e e-mails sobre o projeto Takeshita.

Quando Ettore e eu finalmente saímos da empresa, há uma leveza no ar que não sentia há muito tempo. É como se o sucesso da apresentação tivesse quebrado mais uma barreira entre nós.

— Como se sente? — ele pergunta, sem desviar os olhos da estrada.

— Exausta, mas feliz — admito, rindo. — Realmente feliz.

— Você merece isso — diz, olhando brevemente para mim. — A apresentação foi impressionante para qualquer um.

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