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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 93

“Liz Bianchi”

A manhã começa com o som de malas sendo arrastadas pelo corredor.

Quando desço para o café da manhã, encontro Sofia já arrumada na sala de estar, conferindo uma última vez se não esqueceu nada.

— Bom dia, querida — ela me cumprimenta com um sorriso caloroso. — Dormiu bem?

— Muito bem — respondo, sinceramente, porque a noite foi… maravilhosa.

Ettore aparece logo depois, já pronto para o trabalho. Quando nossos olhares se cruzam e ele sorri, sinto minhas bochechas esquentarem.

Será que Sofia ouviu os barulhos da nossa reconciliação oficial ontem à noite?

— O motorista já está pronto, Nonna — ele informa, beijando a testa da avó.

— Ótimo, querido — Sofia responde, então volta o olhar para mim. — Liz, posso falar com você um momento? A sós?

Ettore assente e sai para atender uma ligação, nos deixando sozinhas na sala de estar.

— Quero que saiba — Sofia começa, segurando minhas mãos — que estou muito orgulhosa de vocês dois. E o que conversamos ontem… espero que tenha ajudado.

— Ajudou, sim — admito. — Muito.

— Lembre-se do que te disse sobre honestidade — ela continua, apertando minhas mãos. — Algumas verdades podem parecer impossíveis de contar, mas sempre há uma forma. E quando você encontrar essa forma…

— Vou me arrepender de não ter feito isso antes — completo, sorrindo.

— Exato — ela ri, me puxando para um abraço apertado. — Cuide do meu neto, querida. E deixe que ele cuide de você também.

— Prometo, Nonna.

Ela sorri um pouco mais e me puxa para mais um abraço.

Alguns minutos depois, estamos parados em frente ao carro. Sofia abraça o neto com força, sussurra algo no ouvido dele que o faz rir, e depois se vira para mim.

— Até logo, minha querida neta — diz, segurando meu rosto com carinho. — E lembre-se: coragem não é ausência de medo. É fazer o que precisa ser feito, apesar do medo.

— Obrigada por tudo, Nonna — respondo, com a garganta apertada. — Vamos sentir sua falta.

Ela sorri e se afasta para entrar no carro. Enquanto o veículo parte, percebo o silêncio que ficou para trás.

Aquele tipo de silêncio que só aparece quando alguém faz falta. E Sofia, definitivamente, fará muita falta.

— Vamos? — Ettore pergunta, apertando minha cintura.

— Vamos — concordo, deixando que ele me guie até o carro.

O trajeto até a empresa é tranquilo, cheio de conversas bobas. Falamos sobre o tempo, sobre os planos para o fim de semana…

É surreal como tudo parece… normal. Naturalmente nosso.

Quando chegamos à empresa, entramos juntos no elevador.

— Quer almoçar comigo hoje? — pergunta, me puxando pela cintura.

— Claro — respondo, sorrindo. — Estarei ansiosa.

— Eu também, piccola — ele diz, me beijando antes de as portas se abrirem. — Te amo.

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