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Contrato de vingança: casada com o Inimigo romance Capítulo 1

Eu era uma órfã que acreditava ter tirado a sorte grande na vida. Adotada por uma família de posses e prestígio, desfrutava de uma vida que muitos só podiam sonhar em ter: pais amorosos, uma fortuna sem fim e um noivo que me amava.

Mas, da noite para o dia, tudo se foi.

Meus pais sofreram um golpe, a empresa deles faliu e, temendo a vergonha de ver seus nomes na lama, optaram por uma fuga definitiva: o suicídio.

— Pai, mãe! — chamei ao entrar em casa, regressando às pressas das férias interrompidas.

Porém, toda a casa estava em silêncio. Nenhum empregado, ninguém para me receber como de costume.

Corri até o quarto deles, e o que vi paralisou todo o meu corpo: meu pai e minha mãe estavam deitados na cama, de mãos dadas e com os rostos pálidos, mortos.

Todo o meu corpo congelou, e notei o frasco de veneno jogado no chão. Desesperada, corri até eles, abanando seus corpos frios.

— Pai, mãe, acordem! Por favor, acordem! — gritei em prantos, sacudindo os corpos rígidos.

Meu choro foi interrompido pela campainha, que tocava freneticamente.

Ao abrir a porta, homens de terno invadiram o local com uma ordem judicial para confiscar a casa.

Ignorando minha dor, etiquetaram cada móvel e objeto, até mesmo a cama onde meus pais jaziam.

— Você tem 24 horas para desocupar o imóvel — disse um dos oficiais, com a voz fria, antes de sair batendo a porta.

Logo em seguida, meu celular vibrou com notificações do banco:

"Seus cartões foram bloqueados."

"Suas contas foram congeladas."

Tentei ligar para o gerente do banco, mas ele foi ríspido:

— Não temos mais ligação com os Fuentes. Por favor, não volte a ligar.

Desesperada, liguei para sócios do meu pai, amigos, contadores e advogados; todos desligavam no primeiro toque.

Corri aos cofres da casa, e todos estavam abertos e completamente vazios. Eu estava sem um centavo sequer para o funeral deles.

No ápice do desespero, a campainha soou novamente.

Quando cheguei a sala, ali estava ele, como um salvador enviado pelos céus, Vítor Régnier, meu noivo.

Corri até ele como quem corre para seu porto seguro, pronta para me jogar em seus braços. Mas parei ao ver a figura feminina que surgiu atrás dele.

Adelina Sampaio.

A mulher que mais me odiava no mundo. A mulher que me odiava desde os tempos do orfanato, um ódio gratuito que eu nunca consegui entender.

Ela caminhou até Vítor, segurando o braço dele com intimidade, como se fossem... um casal.

— Evelyn, que bom que você ainda está aqui — disse Adelina, com um sorriso de orelha a orelha. — Assim não teremos o trabalho de convidar você para visitar nossa nova casa, não é, amor?

Recuei, zonza e incrédula. Olhei para Vítor, buscando alguma explicação.

— V-Vítor... o que é isso? O que essa mulher está fazendo aqui? Do que ela está falando?

CAPÍTULO 1 1

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