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DE REPENTE 30 e o presente foi um filho para o meu chefe. romance Capítulo 20

Archie Simons –

Surpresa! Era tudo o que eu queria a causar quando me visse e pelo visto, consegui.

Travei o maxilar a encarando, vendo-a engolir o discurso que provavelmente estava sendo ensaiado a meses.

—Senhor Simons, viu como ficou bem estruturado o hotel? – Perguntou Heitor me cutucando.

—Não vale o preço que me pediu! – Respondi guardando a mão no bolso e dando de costas para ele.

—Senhor Simons! – Gritou ele vindo atrás de mim. Caminhei até a área do jardim que por sinal era enorme; havia bancos perto de uma coroa de flores silvestres e um lindo chafariz com o formato de anjo.

Pela arquitetura antiga do lugar, confesso que foi aprimorado mil vezes mais. A questão era o meu orgulho.

Respirei fundo vendo o homem se aproximar com um sorriso pálido.

—Senhor Simons, não seja assim. Recebemos mais ofertas, mas decidimos pelo senhor porque tem mais nome. – Disse ele me fazendo soltar um riso.

—Decidiram? – Perguntei virando o rosto para o olhar.

—Eu e meu pai fizemos uma análise. Mesmo que diminuamos o valor, tenho certeza de que aqui será um lugar bem valorizado. A única coisa que te peço é que mantenha a gerente. Ela fez todo planejamento sozinha e só entramos com o financeiro.

—Desculpa, tenho uma pessoa mais adequada. – Respondi me virando para olhar as crianças que brincavam no playground, vendo um pequeno que tanto me chamava atenção.

E de repente, alguém pareceu chamar Heitor e então ele me tocou no braço novamente.

—Senhor Sions, preciso atender. Vamos continuar essa conversa em um lugar mais adequado? – Perguntou ele me vendo com um aceno de cabeça, se retirando em seguida.

Quando passei os olhos nas crianças novamente, o pequeno havia caído ao chão.

Me assustei e fui até ele, mas ao ameaçar me aproximar, o vi se levantar sozinho e limpar as mãos, voltando a brincar.

Ele é forte! – Pensei.

As crianças estavam brincando de um lado para o outro e ele parecia mais retraído. Então, percebi que não havia ninguém por perto além de um garçom que passava com uma bandeja de bebidas e o parei pegando um copo de suco.

Quando vi que o garoto havia se cansado e ido até o banco para se sentar, fui até ele e me sentei ao lado.

—Deve ser difícil ser forte o tempo todo! – Falei o vendo me olhar com espanto.

—Desculpa, minha bisa disse que não devo falar com estranhos. – Disse ele me fazendo soltar um riso fraco.

—Sua avó está mais do que certa. – Falei me virando para o olhar. —Logo não serei um estranho!

—Verdade? Quem é você? – pergunto ele me vendo respirar fundo e me encostar no banco.

—Sou um tio e o chefe da sua mãe. – Respondi o estendendo o suco. —Está calor, deveria beber um pouco.

Falei saindo em seguida e ao caminhar de volta para a entrada do salão, peguei o telefone do bolso do terno e toquei no número de Dylan.

—Faça a transação. Assinarei os documentos em breve. –

Guardei o “presente” dentro do bolso e ao passar por Olivia, vi que Heitor se aproximou dela a segurando pela mão e a levando com ele.

Era difícil ver o quanto ela havia me superado bem; além de fugir sabendo que esperava um filho meu, logo correu para os braços de outro homem. – Pensei sentindo meu corpo ser tomado pela raiva.

Fui até o estacionamento do lugar e entrei dentro do carro, tirando apressadamente o papel de dentro do bolso. Olhei para aquelas mechas de cabelo e respirei fundo, deixando com que os pensamentos me envolvessem.

“E se ele for mesmo o meu filho?” – Pensei e alisei minhas têmporas, me encostando na poltrona. Naquele momento, me lembrei da primeira vez que estivemos juntos.

Estávamos bêbados e ao pedir para que procurassem por aquela garota com quem passei a noite, cheguei até ela.

Me surpreendi ainda mais quando o destino a colocou no meu caminho.

—Por que fugiu? – Perguntei em forma de resmungo e ao levar meus olhos para fora do carro, a vi passar na minha frente encarando os lados como se fugisse de algo.

Provavelmente era de mim!

Sai apressado e fui até ela a segurando pelo braço.

—Precisamos conversar! – Falei sério a vendo se congelar e se virar para me olhar.

—Senhor Simons...- Chamou ela com um timbre de voz fraco. —Aqui não é o lugar para isso!

—Olivia eu não estou para brincadeira. Se não me seguir agora, eu fecharei esse lugar antes mesmo de abrir.

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