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DE REPENTE 30 e o presente foi um filho para o meu chefe. romance Capítulo 59

Não foi fácil, mas mantive minha palavra e no dia seguinte, lá estava eu de volta no hospital.

Adentrei no quarto e ao passar pelo arco da porta, vi que havia um médico com Olívia. Ele estava a ajudando a fazer alguns exercícios devido ao tempo em que ela estava na cama; era mais que necessário aquilo, mas a forma em que ele a olhava me irritou.

—Isso, levante a perna o máximo que conseguir! – Disse ele pegando atrás da coxa dela.

—Precisa de ajuda, doutor? – Perguntei indo até lá e colocando uma caixa de chocolates sobre o criado da cama.

—Você quem é? – Perguntou ele me encarando, tendo a resposta direta de Olívia.

—Ah doutor, esse é Archie Simons, meu amigo! Disse ela me deixando sem graça.

—Sou praticamente da família e estou aqui acompanhando ela. Não acha que esses exercícios são um pouco pesados para ela? – Perguntei arqueando uma sobrancelha, tentando esconder meu ciúme.

—Não, não acho! – Disse ele descendo a perna dela e a olhando. —Vamos continuar amanhã, certo? Acho que seu acompanhante não quer sua recuperação.

Assim que o médico falou aquilo, passou por mim me fuzilando com os olhos.

Eu então, olhei para Olívia a vendo cruzar os braços e formar um bico nos lábios.

—Senhor Simons é verdade? Não quer que eu foque boa logo? – Perguntou ela me fazendo piscar os olhos algumas vezes pelo nervosismo.

—Claro que não! Isso é tudo o que eu mais quero! – Falei indo até ela. —Vamos, me diga o que preciso fazer para que acredite em mim?

—Faça o trabalho dele. Vamos, segure minha perna, uma de cada vez! – Disse ela com humor me fazendo rir.

Eu então, tirei meu terno e abri as mangas da camisa branca, voltando até ela.

—Certo, então eu farei. – Falei pegando a perna esquerda dela a levantando delicadamente e dobrando-a no meio. —Isso dói?

—Não, está até confortável! – Disse ela com um sorriso.

Fiz nas duas pernas e quando ia repetir os movimentos, meu celular tocou.

Era Sabrina!

Respirei fundo algumas vezes tentando conter minha irritação e então, vi que o celular havia parado de tocar.

Olhei Olívia e sorri.

—É trabalho, esqueci de avisar que estou de folga! – Falei a vendo sorrir e de repente, meu celular tocou novamente.

—Acho melhor atender. Deve ser importante! – Disse ela com delicadeza e então, a ajeitei na cama e sai do quarto para atender.

Deslizei o dedo sobre a tela, ouvindo um choro do outro lado da ligação.

—Querido onde está? Por acaso está me deixando de lado? – Perguntou Sabrina com uma voz manhosa.

—Me desculpa, tive algo urgente. Não está gostando do SPA? – Perguntei ouvindo-a resmungarem seguida.

—O que está fazendo? – Perguntei pegando na cintura dela. —Sente-se, pode cair se fizer isso sozinha.

—Eu não quero ser considerada uma invalida por você! – Disse ela com uma voz chorosa.

Eu então, a sentei na cadeira e me abaixei ficando de frente para ela.

—Ei, olhe para mim! – Falei com um timbre fraco, acariciando o rosto dela. —Você nunca foi e nem será uma inválida. Pare de se martirizar dessa forma e respeite seu tempo.

—Mas você é um homem mito conhecido!

—E o que tem isso? – Perguntei a vendo abaixar o olhar.

—Não merece uma acamada como eu. Merece uma mulher a sua altura. – Disse ela me deixando perplexo.

Será que a memória dela não voltaria mais? Por mais que eu estivesse gostando da nova Olívia, ainda não era justo parecer que fui culpado por ela ter tido um backup.

—O que você disse não faz o menor sentido! A questão não é quem eu mereço e sim se mereço que me aceite em sua vida! – Falei a vendo me olhar com os olhos confusos e então, toque no rosto dela novamente. —Não precisa fazer nada por mim, sou eu quem devo que fazer por você. Apenas aceite!

—Por que parece que me deve tanto? – Disse ela me fazendo sorrir.

—Porque é verdade! – Falei soltando um riso para diminuir a tensão e antes que eu pensasse em uma desculpa a porta foi aberta e uma médica se aproximou.

—Olá bom dia! – Disse ela sorrindo, mas o desfez ao me olhar. —Senhor Simons, será que podemos conversar em particular? Por favor, me acompanhe até a minha sala.

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