Eu fiquei olhando para ela, atônita, sentindo uma pontada de tristeza.
Porque eu sabia que, embora ela tivesse uma família, ninguém naquela casa realmente a amava.
Hana franziu a testa, visivelmente preocupada, e disse:
— Mesmo que você esteja disposta, Eduarda, só você não consegue lidar com um trabalho tão grande assim!
Eu pensei por alguns segundos, tomando coragem, até finalmente abrir a boca:
— Hana, eu vou com a Eduarda.
Hana me olhou incrédula. Afinal, eu estava no período de experiência. Por protocolo, eu não precisava ir, e por isso ela nem sequer tinha me incluído na lista inicial.
Agora, ao me oferecer voluntariamente, os olhos da chefe se encheram de emoção, quase brilhando com lágrimas. Ela disse:
— Débora, você... Você tem certeza? Se você for, assim que voltar, eu te efetivo imediatamente.
Dada a urgência do momento, nós, jornalistas, precisávamos ir ao local do desastre para coletar informações em primeira mão. Assim que definimos quem iria, eu e Eduarda voltamos para casa a fim de arrumar nossas coisas antes de partir para a área do terremoto.
Em casa, deixei a TV ligada para acompanhar as notícias sobre a situação na região afetada enquanto separava algumas roupas e itens básicos.
Mesmo sem estar no local, só de olhar as imagens aéreas da destruição, meu coração já ficava apertado. Era de partir o coração.
Foi então que meu celular tocou. Era Augusto.
Atendi, e do outro lado da linha ouvi a voz dele, fria, mas com um leve toque de ansiedade:
— Onde você está?
Eu respondi de forma vaga:
— Na rua.
Augusto insistiu:
— Me manda sua localização. Vou mandar alguém te buscar agora. A casa na fazenda é resistente, aguenta até um terremoto de magnitude 8.
Estava claro que ele já tinha recebido a notícia sobre o terremoto em Cidade J e sabia que Cidade H também não era segura no momento.
Eu, no entanto, perguntei de volta, sem esconder o tom ácido:
— E você? Onde você está?
Augusto permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de responder, em uma voz baixa e contida:
— Laís queria sair para espairecer. Estamos nas Maldivas.
Mas dessa vez, o celular dela já estava desligado.
Ele não teve escolha a não ser mandar uma mensagem de voz:
— Débora, agora não é hora de birras. Estamos falando de vida ou morte! Os problemas entre nós dois, nós resolvemos quando eu voltar. Assim que ouvir isso, me responde imediatamente!
A mensagem foi enviada, mas parecia ter caído em um poço sem fundo. Nenhuma resposta veio.
De repente, um som seco e nítido ecoou no quarto:
— Crack!
O rosário em suas mãos arrebentou, com as contas espalhando-se pelo chão em uma série de ruídos rápidos.
Augusto levantou-se de repente, com o coração acelerado, e imediatamente ligou para Felipe:
— Envie alguém para procurar a Débora. Eu quero uma resposta em meia hora! Preciso saber se ela está segura!
Felipe não demorou para retornar a ligação, mas suas palavras trouxeram uma notícia devastadora:
— Sr. Augusto, temos um problema. A Sra. Moretti... A Sra. Moretti foi para Cidade J! Agora mesmo, ela está no epicentro do terremoto!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...