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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 308

Quando Augusto ouviu aquela notícia, sentiu o coração despencar no peito. Ele respondeu de imediato para a pessoa do outro lado da linha:

— Prepare um avião particular. Eu vou voltar agora!

Antes que ele terminasse de falar, Mônica entrou no cômodo junto com Laís.

— Augusto, para onde você está indo? — Perguntou Mônica, posicionando-se na frente dele, com um olhar nervoso.

— Você fica aqui com Laís e minha mãe. Esperem até tudo estar seguro antes de voltarem. Eu vou primeiro para ver como estão as coisas. — Augusto respondeu enquanto passava reto por ela, sem parar. Seus olhos estavam tomados por uma preocupação tão forte que parecia prestes a romper a fachada fria de seu rosto.

Mônica percebeu que não conseguiria impedi-lo e, discretamente, trocou um olhar com Laís.

Laís logo correu até ele e agarrou-se à sua perna, chorando desesperada:

— Papai, não vai! O terremoto é muito assustador! As pessoas morrem nisso!

Mônica aproveitou o momento e também começou a implorar:

— Isso mesmo, Augusto. E se algo acontecer com você? O que vai ser de mim e de Laís?

Augusto permaneceu impassível e respondeu, com um tom firme:

— Mas Débora ainda está lá.

O rosto de Mônica congelou. Seus olhos brilharam com uma mistura de raiva e frustração.

Nesse momento, Fabiana apareceu e, ao entender a situação, foi direta:

— Augusto, você perdeu o juízo? Mônica e Laís estão aqui, eu também estou aqui. Para que voltar para um lugar tão perigoso?

Augusto franziu profundamente as sobrancelhas e explicou:

— Débora está incomunicável.

— Ela? — Fabiana soltou uma risada fria, cheia de desprezo. — Melhor assim! Se ela morrer, você nem precisa mais se preocupar com o divórcio. Pode casar direto com a Mônica. Aquela mulher ocupou por quatro anos o lugar de Sra. Moretti sem nunca merecer! Já a Mônica, coitada, passou esses anos se desdobrando entre o trabalho e ainda ajudando você a cuidar da Laís. Quando é que você vai dar a ela o lugar que merece?

O rosto de Mônica ficou corado, e ela olhou para Augusto, nervosa, esperando sua resposta.

Mas Augusto, com o semblante carregado, respondeu com um tom de reprovação:

— Mãe! Débora é a minha esposa. Pelo menos por enquanto, ela ainda é!

Fabiana ficou vermelha de raiva e rebateu:

Cidade J, oito horas da noite.

Já fazia quatro horas desde que eu e Eduarda havíamos chegado à área do terremoto. Durante todo esse tempo, não tínhamos bebido nem uma gota de água. Passamos cada segundo fotografando, filmando e registrando as atualizações do desastre para as reportagens.

No início, nós estávamos juntas, mas, com o tamanho da área afetada, acabamos nos separando para cobrir mais terreno. Agora, eu não fazia ideia de onde Eduarda estava.

O sinal de celular estava completamente fora do ar e, sem poder ligar para ninguém, eu só conseguia registrar tudo no meu notebook. Planejava enviar o material para a redação assim que o sinal voltasse, de modo que eles pudessem editar e publicar o conteúdo.

Nessas quatro horas, eu havia captado imagens demais — algumas chocantes, outras trágicas e muitas simplesmente devastadoras.

Nesse momento, vi com meus próprios olhos a equipe de resgate retirar uma jovem mãe dos escombros.

Ela havia protegido o bebê que segurava nos braços com o próprio corpo. Sua coluna estava completamente esmagada, ossos em pedaços e sangue por toda parte.

O médico que acompanhava a operação balançou a cabeça com pesar e disse:

— Não há mais nada que possamos fazer. Uma viga atingiu a parte de trás da cabeça dela. O corpo já está rígido. Ela provavelmente faleceu há horas.

Uma enfermeira se aproximou e, com todo cuidado, pegou o bebê que a mulher segurava com tanta força. A criança, alheia a tudo, ainda sugava os dedos, inocente e sem entender o que acontecia.

Meus olhos começaram a arder. As lágrimas quentes escorreram pelo meu rosto, e minha garganta ficou apertada. Eu não conseguia tirar da cabeça a imagem do meu próprio filho.

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