Quando Augusto ouviu aquela notícia, sentiu o coração despencar no peito. Ele respondeu de imediato para a pessoa do outro lado da linha:
— Prepare um avião particular. Eu vou voltar agora!
Antes que ele terminasse de falar, Mônica entrou no cômodo junto com Laís.
— Augusto, para onde você está indo? — Perguntou Mônica, posicionando-se na frente dele, com um olhar nervoso.
— Você fica aqui com Laís e minha mãe. Esperem até tudo estar seguro antes de voltarem. Eu vou primeiro para ver como estão as coisas. — Augusto respondeu enquanto passava reto por ela, sem parar. Seus olhos estavam tomados por uma preocupação tão forte que parecia prestes a romper a fachada fria de seu rosto.
Mônica percebeu que não conseguiria impedi-lo e, discretamente, trocou um olhar com Laís.
Laís logo correu até ele e agarrou-se à sua perna, chorando desesperada:
— Papai, não vai! O terremoto é muito assustador! As pessoas morrem nisso!
Mônica aproveitou o momento e também começou a implorar:
— Isso mesmo, Augusto. E se algo acontecer com você? O que vai ser de mim e de Laís?
Augusto permaneceu impassível e respondeu, com um tom firme:
— Mas Débora ainda está lá.
O rosto de Mônica congelou. Seus olhos brilharam com uma mistura de raiva e frustração.
Nesse momento, Fabiana apareceu e, ao entender a situação, foi direta:
— Augusto, você perdeu o juízo? Mônica e Laís estão aqui, eu também estou aqui. Para que voltar para um lugar tão perigoso?
Augusto franziu profundamente as sobrancelhas e explicou:
— Débora está incomunicável.
— Ela? — Fabiana soltou uma risada fria, cheia de desprezo. — Melhor assim! Se ela morrer, você nem precisa mais se preocupar com o divórcio. Pode casar direto com a Mônica. Aquela mulher ocupou por quatro anos o lugar de Sra. Moretti sem nunca merecer! Já a Mônica, coitada, passou esses anos se desdobrando entre o trabalho e ainda ajudando você a cuidar da Laís. Quando é que você vai dar a ela o lugar que merece?
O rosto de Mônica ficou corado, e ela olhou para Augusto, nervosa, esperando sua resposta.
Mas Augusto, com o semblante carregado, respondeu com um tom de reprovação:
— Mãe! Débora é a minha esposa. Pelo menos por enquanto, ela ainda é!
Fabiana ficou vermelha de raiva e rebateu:
Cidade J, oito horas da noite.
Já fazia quatro horas desde que eu e Eduarda havíamos chegado à área do terremoto. Durante todo esse tempo, não tínhamos bebido nem uma gota de água. Passamos cada segundo fotografando, filmando e registrando as atualizações do desastre para as reportagens.
No início, nós estávamos juntas, mas, com o tamanho da área afetada, acabamos nos separando para cobrir mais terreno. Agora, eu não fazia ideia de onde Eduarda estava.
O sinal de celular estava completamente fora do ar e, sem poder ligar para ninguém, eu só conseguia registrar tudo no meu notebook. Planejava enviar o material para a redação assim que o sinal voltasse, de modo que eles pudessem editar e publicar o conteúdo.
Nessas quatro horas, eu havia captado imagens demais — algumas chocantes, outras trágicas e muitas simplesmente devastadoras.
Nesse momento, vi com meus próprios olhos a equipe de resgate retirar uma jovem mãe dos escombros.
Ela havia protegido o bebê que segurava nos braços com o próprio corpo. Sua coluna estava completamente esmagada, ossos em pedaços e sangue por toda parte.
O médico que acompanhava a operação balançou a cabeça com pesar e disse:
— Não há mais nada que possamos fazer. Uma viga atingiu a parte de trás da cabeça dela. O corpo já está rígido. Ela provavelmente faleceu há horas.
Uma enfermeira se aproximou e, com todo cuidado, pegou o bebê que a mulher segurava com tanta força. A criança, alheia a tudo, ainda sugava os dedos, inocente e sem entender o que acontecia.
Meus olhos começaram a arder. As lágrimas quentes escorreram pelo meu rosto, e minha garganta ficou apertada. Eu não conseguia tirar da cabeça a imagem do meu próprio filho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Eu gosto da história mais tá cansativo demais ja...
Eu que ja tô perdendo o controle kkkkk chato isso...
A história de Débora e Thiago é um passo pra frente e 10 pra trás...
Mulheeeer, desenrola essa história por favor. Mais de 600 capítulos e a história segue girando e não sai do lugar…...
Cara, sinceramente... Estava amando a história... Mas a autora está enchendo muito linguiça... Uma história ficando sem fim e perdendo a essência... Está ficando longa demais, perdendo sentido e deixando a plataforma desacreditada. Último livro que leio....
Nao gasto nem mais 1€ com este livro...
A autora quer deixar augusto de bonzinho, mas não dá, ele é muito sem futuro....
A história fica meio enrolada,Mônica teve uma filha com o irmão da Débora,e Autora deixa a história no ar. Alice aparece e desaparece sem ter nenhuma fala dela Mae da Débora viva ,como assim? Quem realmente é a filha da Débora e Augusto, lais ou Rafaela? Que história mais enrolada....
esse livro esta parecendo mas uma história de tortura do que de romance, essa pobre da Débora não tem um minuto de sossego...
Tá bom de liberar mas episódios e manda augusto pra porra affff e desenrola Thiago e Débora...