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Divorciada No Dia Do Meu Casamento romance Capítulo 1

Na noite de núpcias, Nina Almeida pediu o divórcio a Gustavo Mendes.

— Só porque eu a deixei na cerimônia de casamento para salvar a Verônica e o Léo de um sequestro, você quer o divórcio?

O rosto de Gustavo, sempre tão sereno, assumiu uma expressão gélida. — Nina, por favor, pare com esse absurdo.

Verônica. Ele a chamava com tanta intimidade.

Mas Verônica Barros era a viúva do melhor amigo dele!

Nina segurou o celular, com um sorriso irônico nos lábios.

Verônica Barros era a paixão inesquecível de Gustavo, seu amor platônico não correspondido, e também a viúva de seu grande amigo.

No passado, ela salvara a vida de Gustavo, mas, por uma reviravolta do destino, acabou namorando o amigo dele e se mudou para o exterior.

Há seis meses, esse amigo falecera tragicamente em terras estrangeiras. Gustavo viajou para cuidar do funeral e, desde que voltou, parecia outra pessoa, sempre distante e distraído.

Antes do casamento, Nina tivera uma conversa franca com ele.

— Se você não quiser, podemos cancelar a cerimônia, ou até mesmo nos divorciar.

Ela compreendia a dor de um amor não correspondido.

Mas Gustavo apenas sorriu com ternura e afagou o topo da cabeça dela. — Que bobagem é essa? Nós nunca vamos nos divorciar. Há três anos, eu prometi lhe dar um casamento grandioso, e eu cumpro minhas promessas.

Três anos atrás, eles se casaram no civil às pressas. Como Gustavo havia assumido os negócios da família, a cerimônia foi adiada repetidas vezes. Apenas há seis meses eles finalmente arranjaram tempo para planejá-la.

Dizia-se que eram eles, mas, na verdade, os preparativos foram feitos apenas por Nina. Ela escolheu o local a dedo, elaborou a lista de convidados meticulosamente e idealizou as lembrancinhas. Gustavo agia como um chefe, limitando-se a escolher a opção que mais lhe agradava entre as alternativas A, B ou C.

Na maior parte das vezes, ele sequer se dava ao trabalho de escolher. Apenas dizia "decida você" e desligava o telefone.

O casamento, que consumira tanto de seu suor e sangue, tornou-se uma piada. E Gustavo quebrara sua promessa.

O peito de Nina parecia ter sido perfurado por uma lâmina afiada, uma dor tão intensa que fazia as pontas de seus dedos tremerem.

Após o fim do casamento, ela nem sabia como havia retornado. Apenas lembrava-se de acordar deitada na casa nova que dividia com Gustavo.

Olhando para o céu lá fora da Enseada Azul, que já havia escurecido sem que ela percebesse, Nina pegou o celular ao seu lado, completamente entorpecida.

E fez a ligação para Gustavo, pedindo o divórcio.

Como resposta, Gustavo disse que ela estava agindo com infantilidade.

Depois de lavar o rosto com água fria, Nina desceu as escadas.

Assim que chegou ao fim dos degraus, viu algumas funcionárias reunidas na sala, sussurrando sobre algo.

Não era um pedido, era um aviso.

Nina continuou a observá-lo silenciosamente, sem concordar nem discordar. A sala foi tomada por um silêncio tenso e esquisito.

Verônica mordeu o lábio, puxou a mão de Léo e virou-se para sair. — Desculpe, Gustavo. Fui inconveniente. Não deveria ter ligado para você, esqueci que hoje era o grande dia seu e da Srta. Almeida.

Ela não a chamou de cunhada nem de Sra. Mendes, mas de Srta. Almeida.

Apenas por essa forma de tratamento, Nina percebeu a hostilidade da mulher à sua frente.

Porém, Gustavo não corrigiu Verônica. Em vez disso, segurou o braço dela e disse suavemente: — A culpa não é sua. Você não sabia que eu me casava hoje.

— Mas... — Verônica olhou timidamente para Nina. — Esta é a casa nova de vocês. Como eu poderia ter a ousadia de me mudar para cá?

Com um sorriso no rosto, Gustavo respondeu: — Em toda Marazul, não há lugar mais seguro do que a minha casa.

Verônica calou-se, lançando seus grandes olhos marejados em direção a Nina. — Mas...

— Não tem essa de "mas". Eu sou o dono da casa, se eu digo que você pode ficar, você fica.

Gustavo franziu a testa, encerrando o assunto.

Internamente, Nina riu com sarcasmo. Quando se casaram no papel, Gustavo a trouxera até ali de carro, dizendo que aquela seria a nova casa deles, que ela seria a dona do lugar e que todos obedeceriam a ela. Inclusive ele mesmo.

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