Por fim, os dedos dela pararam em um conjunto de terno claro.
Executivo, mas não muito severo, combinava perfeitamente com ela.
Nina desceu as escadas. A mesa de jantar ainda era uma "família de três" repleta de risadas e conversas animadas; a diferença era que ontem ela havia evitado a cena de propósito, enquanto hoje simplesmente puxou a cadeira e se sentou.
Assim que ela se acomodou, a mesa ficou em silêncio.
Nina fingiu não perceber e virou-se, indicando a Dona Odete para trazer seu café da manhã.
Quando se virou de volta, viu Léo fazendo uma careta para ela.
Nina lançou-lhe um olhar frio, e Léo imediatamente começou a chorar de medo: — Mamãe, que medo.
Verônica abraçou o menino e fuzilou Nina com o olhar, mas, lembrando-se de que Gustavo estava sentado ao seu lado, rapidamente mudou de expressão. Com um rosto amargurado, disse: — A Srta. Almeida ainda deve estar chateada conosco. A culpa é toda minha, não o eduquei direito. Se a Srta. Almeida quiser xingar alguém, que me xingue. O Léo ainda é pequeno, não entende nada.
— A culpa é sua, sim, afinal, por trás de uma criança sem educação, há sempre pais sem educação. — O tom de Nina era neutro.
Verônica estava cheia de vontade de atuar, não é? Pois bem, que o fizesse.
— Nina! — Gustavo franziu as sobrancelhas, seu tom continha um aviso implícito.
Nina lançou-lhe um olhar indiferente: — O que foi? Vai dizer que não devo implicar com uma criança? Desculpe, mas foi a minha coisa que estragou, você não tem o direito de decidir por mim.
— Você... — Gustavo ficou sem palavras, e seu rosto bonito de repente adotou uma expressão bastante feia.
Pela quarta vez; em apenas dois dias, era a quarta vez que Nina o envergonhava.
Gustavo ficou observando o perfil elegante de Nina, um pouco atordoado.
Sentia que havia algo diferente nela em relação a antes.
Além da mudança repentina de temperamento, a postura dela também havia mudado bastante, mas não sabia dizer exatamente em quê.
Verônica viu Gustavo encarando Nina, atordoado; ela trincou os dentes de raiva e deu um beliscão forte e disfarçado no filho. Léo começou a gritar de dor.
O choro atraiu a atenção de Gustavo; ele largou os talheres e abraçou Léo com ansiedade: — Onde está doendo?

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